Cacau: um sabor divino por Matheus Troglio (*)

(*) docente da área da Gastronomia do Senac Caxias do Sul

Natural da América, o cacau – fruto do cacaueiro – é fermentado e logo após torrado, dando, quase que por magia, um sabor levemente amargo e amanteigado. É quase impossível não assimilarmos o cacau ao chocolate, afinal de contas, é dele que obtemos tal iguaria dos mais diversos sabores: doce, amargo, ao leite. Ele provoca as mais diversas sensações, ora prazer, ora culpa, e, por que não, uma sensação divina?

No antigo Império Asteca, atual México, o fruto era considerado divino. Conta a mitologia que o deus da lua prateada, dos ventos gelados, da sabedoria e do conhecimento, Quetzalcóatl, trouxe à terra as sementes do qualcalt (cacau) para que os homens fizessem uma bebida no intuito de homenageá-lo. Nascia, assim, algo muito parecido com o chocolate quente que conhecemos hoje.

Contudo, por trair os deuses, Quetzalcóatl foi expulso de suas terras, mas jurou que um dia voltaria “onde o Sol nasce”. Eis que, por volta do século XVI, o então desbravador Hernán Cortés chega em terras americanas. O imperador asteca Montezuma oferece tal bebida mística ao conquistador, pois acreditava que ele seria Quetzalcóatl, em função de suas roupas, e por suas naus terem aparecido a leste, lugar onde nasce o Sol.

Maravilhado com a bebida, Cortes leva a novidade de volta à Europa e por lá o chocolate se espalha. Seja doce, líquido, em barra…não posso deixar de dizer com toda certeza: o sabor não tem outro adjetivo a não ser “divino”!

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