O “novo Direito”: tecnologias digitais exigem adaptação dos profissionais da área

Presentes na vida cotidiana, elas invadiram também os tribunais

Em um cenário em que as tecnologias digitais demandam uma atualização cada vez mais rápida de trabalhadores das mais diferentes áreas, profissionais do Direito também tiveram de se adaptar para cumprir com seu propósito. Mudanças que receberam um incremento exponencial em razão da pandemia do novo coronavírus. Tão presentes na vida cotidiana, as tecnologias invadiram também os tribunais, resultando em audiências online em praticamente todo o país e oficiais de justiça localizando pessoas através de ferramentas de interação social, para citar apenas alguns exemplos.

“Ao mesmo tempo que as novas formas de defender direitos no Brasil impõem desafios para os advogados de modo geral, elas também entregam na porta do escritório uma oportunidade que antes era exclusiva de grandes bancas.  O cliente não precisa passar pela sua rua para te conhecer. As redes sociais são a sala de espera, e novos temas, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Direito Digital são campos de muitas oportunidades. O que parecia ser um problema para os profissionais, especialmente os que advogam de forma individual, é uma possibilidade de atuação”, salienta a coordenadora do curso de Direito do Uniftec Centro Universitário, em Caxias do Sul, professora Fernanda Pimentel, acrescentando que a imensa maioria dos advogados do país atua individualmente ou em pequenos escritórios.

Robôs no Judiciário

Mestre em Direito da Integração Econômica e coordenadora acadêmica de cursos de pós-graduação voltados para Direito e inovação, Fernanda cita ainda a presença de robôs no Judiciário entre as ferramentas de Inteligência Artificial (IA) utilizadas para agilizar os processos.

“Os robôs já sugerem frases para os juízes escreverem em suas sentenças, a partir do conteúdo dos processos. Existem ferramentas que realizam resumos de processos, permitindo que os magistrados façam a sentença com maior agilidade. Já existem robôs trabalhando na separação de recursos por temática, realizando a catalogação de dados. E a Inteligência Artificial não para por aí. Hoje, já temos um robô que ‘procura’ dinheiro para penhora em segundos. Através da integração de sistemas, ele é capaz de localizar e bloquear, em frações de segundos, valores que encontrar em contas bancárias de instituições financeiras do Brasil, fruto de desenvolvimento de tecnologias aplicadas ao Direito”, exemplifica.

Parceria com Instituto New Law

Atento às novas demandas, o Uniftec dedica linhas de pesquisa buscando respostas para a pergunta “O que o advogado de amanhã precisa aprender hoje?”. Para isso, foram desenvolvidas parcerias estratégicas com o Instituto New Law, por meio do qual são oferecidos atualmente sete cursos: Direito Tributário; Direito Civil e Processo Civil; Novas Tendências em Direito; Direito Digital; Direito Penal, Anticorrupção e Compliance; Direito Público, Govtech e Regtech; Direito Processual, Negociação e Arbitragem. Considerado um think tank jurídico, o Instituto traz a proposta de associar a excelência na formação no campo do Direito com tecnologias educacionais, entregando aos alunos uma experiência única e conteúdos exclusivos ministrados por professores considerados grandes referências no âmbito acadêmico e profissional, no Brasil e no Mundo.

“O Instituto New Law é uma iniciativa de juristas que são referências no pensar, mas principalmente no fazer Direito voltado à novas tecnologias e inovação. A parceria foi capaz de entregar, aqui em Caxias do Sul, a formação totalmente inovadora que escolas internacionais do Direito já praticam. A partir da conexão de experiências e saberes são construídas atividades na graduação com participação do New Law e seus membros. Além disso, também ofertamos cursos de pós-graduação com profissionais e plataformas construídas a muitas mãos, unindo Direito, Inteligência Artificial e oportunidades”, salienta Fernanda.

Em relação ao mercado de trabalho, Fernanda afirma que, embora muitos acreditem que os advogados vão perder suas vagas para os robôs, é o pensar que garante a vaga do profissional do futuro no Direito. “O Direito apresenta, atualmente, ainda mais oportunidades de atuação. As ferramentas tecnológicas e as relações acontecendo no palco das redes sociais não só geram maior necessidade de regras e cautelas, como criam a oportunidade de atuar em áreas que antes eram acessíveis apenas para poucas e grandes bancas.”

“Com o avanço do e-commerce, o que é uma consequência, também, do aumento da confiança do consumidor nas plataformas digitais, do home office e da interação pelas redes sociais, reforça-se a necessidade de ratificar às transações virtuais os mesmos valores, peso e responsabilidade que das efetivadas fora do ambiente digital. E é nesse ponto que o profissional do Direito precisará, também, passar por uma profunda transformação, tendo em vista seu preparo para atuar em diversas esferas como: crimes cibernéticos, direitos do consumidor, violação de privacidade e/ou direitos autorais, fake news, entre outros”, acrescenta o coordenador dos cursos de pós-graduação do Uniftec, professor Me. Márcio Marins.

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