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Novo consórcio: o movimento por trás do crescimento David Reichert – sócio-diretor de empresa de Consórcios

Em meio à escassez de crédito e a uma taxa Selic de 15% ao ano, 2025 foi marcado pela cautela na tomada de decisão quanto a investimentos. E existe um mercado que se destacou nesse cenário: com um volume de R$ 500,27 bilhões em créditos comercializados, os consórcios cresceram mais de 32% no ano passado, com destaque para o imobiliário que, sozinho, avançou mais de 48%.

Esse crescimento não é de hoje. Entre 2015 e 2025, o mercado de consórcios aumentou mais de cinco vezes, mesmo atravessando a maior recessão da história recente: pandemia global, eleições polarizadas e uma Selic que chegou a 2% ao ano. O movimento deve-se à quebra de paradigma pela qual vem passando o consórcio imobiliário. Antes visto como uma ferramenta de financiamento e aquisição, passou a ocupar lugar de destaque na carteira dos investidores.

De um lado, o investidor brasileiro busca mais controle e segurança em ativos da economia real, especialmente em momentos de incerteza. De outro, o produto evoluiu. O novo consórcio entrega mais opções de retorno. A carta contemplada pode ser vendida com lucro e utilizada como reserva de oportunidade para adquirir imóveis com desconto em momentos estratégicos, além de permitir rentabilizar um patrimônio maior do que o capital investido, ou ainda, funciona como instrumento de diversificação, mantendo o dinheiro do investidor aplicado, sem que precise abrir mão de seus projetos.

Com o mercado crescendo e o investidor alocando volumes maiores, o atendimento precisou evoluir. O consórcio deixou de ser uma decisão de consumo para se tornar uma escolha de investimento, e isso criou uma lacuna no mercado. A maior parte do setor ainda trabalha com perfil de vendas tradicional, distante da lógica de especialista. Os novos modelos de consórcio ocuparam esse espaço, com transparência e diálogo, apresentando cada cenário com clareza, prós e contras. O cliente precisa saber que será guiado por quem entende o produto e o mercado porque um bom negócio não se constrói em uma única venda, mas em uma relação de longo prazo.

David Reichert – Arquivo Pessoal

Divulgação Sabe Caxias Multimídias – desde 2010 

 

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