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Companhia registra evolução da margem EBITDA Ajustada para 13,3% no período, além de queda da alavancagem pelo quinto trimestre consecutivo
A Randoncorp alcançou R$ 3,3 bilhões de receita líquida consolidada no segundo trimestre de 2026, representando estabilidade na comparação anual e avanço frente ao primeiro trimestre deste ano, conforme os dados informados ao mercado nesta quinta-feira, 13 de agosto. Foi um período que combinou recuperação gradual dos volumes em alguns dos principais mercados, continuidade da resiliência da reposição e decisões importantes ligadas à gestão de portfólio e à disciplina financeira da companhia.
O principal destaque do trimestre ficou para a evolução operacional da Randoncorp. O EBITDA Ajustado alcançou R$ 440,4 milhões no período, com margem EBITDA Ajustada de 13,3%, um crescimento de 19,4% e de 2,1 pontos percentuais, respectivamente, na comparação com o segundo trimestre de 2025.
Os resultados do período foram sustentados pela retomada das vendas de produtos ligados ao agronegócio, especialmente semirreboques e autopeças para veículos pesados, e pelo desempenho resiliente dos segmentos de reposição. Esses fatores foram parcialmente compensados por uma menor demanda do setor industrial e de componentes destinados à cadeia de veículos comerciais ligada a esse segmento. Apesar da melhora do resultado operacional e financeiro, a rentabilidade do trimestre foi pressionada, sobretudo, por efeitos pontuais e não recorrentes, como a descontinuidade da operação da Delta Global.
Pelo quinto trimestre consecutivo, a Randoncorp apresentou queda das métricas de alavancagem, atingindo 2,9 vezes o EBITDA dos últimos doze meses. A trajetória foi sustentada, entre outros fatores, pela geração positiva de fluxo de caixa livre, pela redução do endividamento bruto e pela diminuição do custo médio da dívida.
Para o CFO da Randoncorp, Paulo Prignolato, os números demonstram a consistência da estratégia em um contexto que exige cautela. “O foco segue na otimização do capital de giro, na captura de sinergias, na racionalização de estruturas operacionais e na disciplina na alocação de capital, fundamentais para sustentar a geração de caixa e apoiar o processo de desalavancagem”, afirma o executivo.
“Seguimos preparados para capturar, com consistência, as oportunidades de retomada dos mercados em que atuamos, mantendo foco na disciplina de capital, nas prioridades estratégicas e na geração de valor de longo prazo. Nossa operação global, aliada à solidez financeira e à força dos negócios, reforça a base para sustentar o crescimento da Randoncorp”, afirma o presidente e CEO da companhia, Daniel Randon.