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OSESP ABRE TEMPORADA DE 2026 NA SALA SÃO PAULO COM OBRA PARA TRÊS ORQUESTRAS E ‘NONA’ DE BEETHOVEN

Orquestra, Coros, três maestros e quatro cantores solistas participam do programa de abertura, entre 05 e 08/mar; transcrição de Villa-Lobos para obra de Bach completa repertório; concerto de sábado (07/mar) será transmitido ao vivo no YouTube da Osesp.

Fundação Osesp e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, apresentam os concertos de abertura da Temporada Osesp 2026.

Na próxima semana, entre quinta-feira (05/mar) e domingo (08/mar), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp, o Coro da Osesp, o Coro Acadêmico da Osesp, os maestros Thierry Fischer – que é diretor musical e regente titular da Orquestra –, Ricardo Bologna e Wagner Polistchuk, e os cantores solistas Camila Provenzale (soprano), Ana Lucia Benedetti (mezzo soprano), Issachah Savage (tenor) e Sávio Spedandi (baixo) realizam na Sala São Paulo as performances que marcam a abertura da Temporada de concertos de 2026.

O programa começa com Gruppen (1955-1957), um marco vanguardista do alemão Karlheinz Stockhausen (1928-2007). A obra propõe uma escuta imersiva, colocando o público em meio a três orquestras distribuídas pela sala de concertos: cada uma com seu próprio regente, para que os sons se movam pelo espaço em velocidades diferentes.

Completa a primeira parte do concerto a belíssima — e raramente ouvida — orquestração de Heitor Villa-Lobos (1887-1959) para a Fantasia e Fuga em dó menor, BWV 537, de Johann Sebastian Bach (1685-1750), que é um ótimo exemplo da capacidade desse mestre barroco de unir expressividade e rigor construtivo. A versão de Villa-Lobos foi escrita em 1938, em pleno período de criação de suas Bachianas brasileiras.

O repertório se encerra com outra composição revolucionária: a Sinfonia nº 9 de Ludwig van Beethoven (1770-1827). Já na abertura, escutamos uma melodia surgir do caos e, ao final, o compositor inova de modo decisivo, introduzindo a voz humana naquilo que era até então puramente instrumental. As célebres variações sobre a Ode à Alegria do poeta e filósofo Friedrich Schiller (1759-1805) que concluem a sinfonia são um apelo à solidariedade universal. É assim, com esperança no futuro mesmo diante dos conflitos do presente, que iniciamos mais um ano de música.

Importante lembrar que o concerto de sábado (07/mar), às 16h30, será transmitido ao vivo pelo canal da Osesp no YouTube, como parte do projeto Sala São Paulo Digital.

“Este programa percorre um arco vasto, da esfera espiritual ao humanismo utópico. Bach, refletido através da exuberante orquestração de Villa-Lobos, apresenta a fé como equilíbrio cósmico — uma cosmovisão alicerçada na razão e na devoção.

Gruppen de Stockhausen rompe violentamente com essa ordem herdada: espaço, tempo e unidade orquestral dissolvem-se em simultaneidades concorrentes, sugerindo um mundo moderno no qual a transcendência deve ser reimaginada em vez de meramente adotada. A Nona sinfonia de Beethoven emerge então não como expressão de um otimismo ingênuo, mas como uma síntese duramente conquistada. Depois da ruptura e da dúvida, ela afirma um ideal comum — a alegria como projeto ético, não como algo dado.

Filosoficamente, estes concertos questionam se a humanidade ainda é capaz de encontrar sentido e partilhar ideias mesmo após os deslocamentos modernos”, afirma Thierry Fischer sobre o repertório pensado para a abertura de mais uma Temporada Osesp.

Manuel Sá
Sala São Paulo

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp
Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdã, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp Itinerante”, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Coro da Osesp
O Coro da Osesp, além de sua versátil atuação sinfônica, enfatiza o registro e a difusão da música dos séculos XX e XXI e de compositores brasileiros. Destacam-se em sua ampla discografia Canções do Brasil (Biscoito Fino, 2010), Aylton Escobar: Obras para coro (Selo Digital Osesp, 2013) e Heitor Villa-Lobos: Choral transcriptions (Naxos, 2019). Apresentou-se em 2006 para o rei da Espanha, Filipe VI, em Oviedo, no 25º Prêmio da Fundação Príncipe de Astúrias. Em 2020, cantou, sob a batuta de Marin Alsop, no Concerto de Abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, feito repetido em 2021, em filme virtual que trazia também Yo-Yo Ma e artistas de sete países. Junto à Osesp, estreou no Carnegie Hall, em Nova York, em 2022, se apresentando na série oficial de assinatura da casa no elogiado Floresta Villa-Lobos. Fundado em 1994 por Aylton Escobar, integra a Osesp desde 2000, completando 30 anos de atividade em 2024. Teve como regentes Naomi Munakata [1995-2015] e Valentina Peleggi [2017-2019]. A partir de fevereiro de 2025, Thomas Blunt assume a posição de regente titular e, desde abril, Kaique Stumpf a de regente residente.

Coro Acadêmico da Osesp
Criado em 2013 com o objetivo de formar profissionalmente jovens cantores, o grupo é composto pelos alunos da Classe de Canto da Academia de Música da Osesp, sob regência de Marcos Thadeu. Oferece experiência de prática coral, conhecimento de repertório sinfônico para coro e orientação em técnica vocal, prosódia e dicção, além da vivência no cotidiano junto ao Coro da Osesp. Em 2021, a Classe foi reconhecida pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo como Curso Técnico, com o Diploma Técnico Profissionalizante de Nível Médio. O grupo se apresenta regularmente em concertos com o Coro da Osesp e Osesp. Em 2024, esteve na ópera Amor azul, de Gilberto Gil e Aldo Brizzi, e no Festival de Inverno de Campos do Jordão [2024], com a USP Filarmônica. Destacam-se também as apresentações Francisco(s) [2023] e Rasga o coração [2022] junto à Studio3 Cia. de Dança.

Thierry Fischer regente
Desde 2020, Thierry Fischer é diretor musical da Osesp, cargo que também assumiu em setembro de 2022 na Orquestra Sinfônica de Castilla y León, na Espanha. De 2009 a junho de 2023, atuou como diretor artístico da Sinfônica de Utah, da qual se tornou diretor artístico emérito. Foi principal regente convidado da Filarmônica de Seul [2017-2020] e regente titular (agora convidado honorário) da Filarmônica de Nagoya [2008-2011]. Já regeu orquestras como a Royal Philharmonic, a Filarmônica de Londres, as Sinfônicas da BBC, de Boston e Cincinnatti e a Orchestre de la Suisse Romande. Também esteve à frente de grupos como a Orquestra de Câmara da Europa, a London Sinfonietta e o Ensemble intercontemporain. Thierry Fischer iniciou a carreira como Primeira Flauta em Hamburgo e na Ópera de Zurique. Gravou com a Sinfônica de Utah, pelo selo Hyperion, Des canyons aux étoiles [Dos cânions às estrelas], de Olivier Messiaen, selecionado pelo prêmio Gramophone 2023, na categoria orquestral. Na Temporada 2024, embarcou junto à Osesp para a turnê internacional em comemoração aos 70 anos da Orquestra.

Ricardo Bologna regente
Timpanista da Osesp entre 1999 e 2025, é doutor pela Universidade de São Paulo, onde leciona no Departamento de Música. Foi membro da Orquestra Experimental de Repertório e da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. Em 2002, fundou o Percorso Ensemble, grupo que dirige e que se dedica à interpretação do repertório de concerto dos séculos XX e XXI. É Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra de Câmara da ECA-USP. Bologna já dirigiu as Sinfônicas de Genebra, Bahia, Paraná, Minas Gerais, São Bernardo do Campo, Campinas, além das Orquestras de Câmara de Curitiba e do Amazonas, além da própria Osesp.

Wagner Polistchuk regente
Wagner Polistchuk é trombone solista emérito da Osesp, onde também atua como professor de trombone e regência de sua Academia de Música. Atual regente da Orquestra Experimental de Repertório, já esteve à frente da Sinfônica Municipal de São Paulo, da Filarmônica de Mendonza, na Argentina, da Sinfônica Nacional do Peru (OSN) e da Hermitage, na Suíça, além da própria Osesp, em diversas ocasiões. Foi diretor artístico da tradicional Camerata Antiqua de Curitiba, entre 2009 e 2011, e regente principal da Sinfônica da USP, de 2012 a 2014. Em 2002, foi premiado no Concurso Internacional de Regência Prix Credit Suisse, na Suíça e no Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes.

PROGRAMA

ABERTURA DA TEMPORADA 2026
OSESP
CORO DA OSESP
CORO ACADÊMICO DA OSESP

THIERRY FISCHER regente
RICARDO BOLOGNA regente
WAGNER POLISTCHUK regente
CAMILA PROVENZALE soprano
ANA LUCIA BENEDETTI mezzo soprano
ISSACHAH SAVAGE tenor
SÁVIO SPERANDI baixo
KARLHEINZ STOCKHAUSEN Gruppen [Grupos]
JOHANN SEBASTIAN BACH Fantasia e fuga, BWV 537 [transcrição de Heitor Villa-Lobos]
LUDWIG VAN BEETHOVEN Sinfonia nº 9 em ré menor, Op. 125 – Coral

SERVIÇO

05 de março, quinta-feira, 20h00
06 de março, sexta-feira, 20h00
07 de março, sábado, 16h30
08 de março, domingo, 11h00
Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo, SP
Capacidade: 1.388 lugares (Sala São Paulo)
Recomendação etária: 07 anos
Ingressos: 
Entre R$ 50,00 e R$ 330,00 (valores inteiros*)
Bilheteria (Fever): neste link
Telefone: 
(11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.
Estacionamento: Rua Mauá, 51 | a partir de R$ 27,00 | 600 vagas
Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante, e servidores da educação (servidores do quadro de apoio – funcionários da secretaria e operacionais – e especialistas da Educação – coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores – da rede pública, estadual e municipal) têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

Temporada Osesp 2026 é uma realização da Fundação Osesp, do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, e, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura e Governo Federal – Do lado do povo brasileiro.

Sala São Paulo Digital conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura, desde 2005.

Divulgação Sabe Caxias:

 

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