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Editorial Sabe Caxias // A política precisa reagir // Miguel Brambilla

EDITORIAL SABE CAXIAS

A política precisa reagir

Foi-se o tempo que o debate sincero busque um melhor equilíbrio de fatos, para o avanço da sociedade. Talvez este tempo nunca tenha existido de verdade. Havia porém um certo pudor, no sentido de que se tentava ao menos colocar os problemas coletivos de forma construtiva, para se encontrar soluções.

Independente de quem ocupe o poder, numa democracia madura, a alternância é realmente saudável para que não se implante o absolutismo de uma classe sobre a outra, é preciso que se tenha o compromisso sério no amadurecimento de políticas de estado. Quando há franqueza na sociedade, boas ideias e real interesse coletivo, as políticas de estado são as ferramentas que ultrapassam os personalismos, as idolatrias, os fundamentalismos, os riscos de autoritarismo e a consequente violência possível resultante das distorções sobre a compreensão da necessidade do poder que isso causa.

Há quem acredite que o idealismo utópico é inatingível. O implante deliberado da desilusão e do negativismo é um crime social grave. A política do “nós contra eles”, de Atentas contra Esparta, da “grenalização” dos argumentos, na base da paixão irracional, é fragmentária, corrosiva e má quando deliberada, obtusa quando se torna uma crença e perigosa quando se torna uma ferramenta de guerra.

Nem sempre a política é enfrentamento. Em alguns momentos sim, de preferência dentro da institucionalidade. A boa política só desagrada o elitista, o golpista, o arianista que se julga em patamares superiores da criação e aplica na sua ação pública coletiva, a força do preconceito contra aqueles que quer explorar quando lhe serve e descartar quando julga em desuso.

O mundo já está além das fronteiras nacionalistas, que devem se integrar para que haja paz e sobrevivência global. As novas políticas da extrema direita, retornando ao poder com práticas neonazistas e neofascistas, são o resultado da incultura, não da falta de cultura, mas da falta de convivência entre os diferentes. São tão nocivas quanto as politicas reacionárias de extrema esquerda do passado, que apresentaram também a figura de genocidas idealistas, que não passaram de ditadores cruéis.

O resultado de um debate responsável, deve ser um mais elevado patamar da razão.

Infelizmente a razão egoísta leva ao divisionismo.

Se a preocupação social da política mundial atual fosse baseada no exemplo raro de idealistas sinceros, o risco constante de fragmentação coletiva seria eliminado por uma ordem social segura e confiável.

As ferramentas da democracia no exercício de alternância do poder, a implantação de políticas de estado, a implantação prática das ODS*, o real enfrentamento a dor social e aos problemas constantes de sustentabilidade em corrosão, postas em prática , tornará possível direcionar a coletividade para a nova esperança de um mundo em equilíbrio, com menos violência, menos ressentimento, menos guerras, menos destruição e mais paz.

O engajamento político na construção e apoio as novas gerações, não é mais uma urgência, uma necessidade. É uma obrigação para com as novas gerações e garantia de sobrevivência para as mesmas.

É preciso trabalhar mais coletivamente, nas famílias, na educação, nos partidos políticos e atrair os tímidos, os carentes, os buscadores da ação e do diálogo saudável, que baseados na essência do amor ao próximo, colaborem com energias purificadas pela boa intenção, para o aperfeiçoamento público e a paz.

Miguel Brambilla – 29.10.2026

*ODS significa Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Eles são um conjunto de 17 objetivos globais e 169 metas criados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro de 2015.
Fazem parte da Agenda 2030, um plano de ação mundial que deve ser cumprido até 2030 por todos os países-membros. / Fonte: Google.

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