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Manifestações reúnem estudantes, sindicatos e trabalhadores contra a alta dos preços, problemas nos serviços públicos e medidas de austeridade. Em algumas cidades, confrontos com a polícia, incêndios e depredações marcaram os atos.
A Europa enfrenta uma nova onda de mobilizações sociais neste sábado (17). A França concentra os episódios mais graves, com manifestações em Paris e outras grandes cidades, enquanto a Bélgica também registra confrontos entre manifestantes e forças de segurança. Movimentos estudantis, sindicatos e grupos de trabalhadores estão entre os participantes, em meio ao descontentamento com o custo de vida e a qualidade dos serviços públicos.

Os protestos ocorreram em diversas cidades, incluindo Marselha, Lyon e Lille. Embora muitos participantes tenham realizado manifestações pacíficas, grupos envolvidos em episódios de violência incendiaram veículos e estruturas urbanas, saquearam estabelecimentos e danificaram prédios públicos.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades francesas, pelo menos 272 pessoas foram detidas em todo o país. A polícia utilizou gás lacrimogêneo e jatos d’água para dispersar grupos envolvidos nos confrontos.
O movimento também recupera palavras de ordem associadas aos coletes amarelos, que ganharam projeção nacional em 2018 com protestos contra os combustíveis caros e a desigualdade social.

Houve confrontos no centro da capital belga, com uso de gás lacrimogêneo e jatos d’água pela polícia. Em Liège, outras mobilizações estudantis também vêm pressionando as autoridades.

Os participantes reivindicam salários mais altos, melhores aposentadorias, serviços públicos de qualidade e medidas para tornar os aluguéis mais acessíveis. A inflação portuguesa chegou a 3,6% em setembro, segundo dados citados pela Reuters.

Em Tirana, a capital, os atos evoluíram para confrontos e danos a prédios públicos. O governo rejeita a pressão pela renúncia e afirma que a mudança de poder deve ocorrer pelas vias democráticas.
Na Itália, estudantes também realizaram manifestações em Roma e outras cidades, cobrando mais investimentos na educação pública e melhores condições de ensino. Os atos fazem parte de uma mobilização estudantil que ganhou força em diferentes países europeus nas últimas semanas.
Apesar de ocorrerem em países distintos, as mobilizações apresentam pontos em comum: dificuldades econômicas, moradia cara, pressão sobre os orçamentos familiares, reivindicações por melhores serviços públicos e desconfiança em relação às autoridades.
Entretanto, não se trata de um movimento único coordenado em toda a Europa. Na França e na Bélgica, a educação tem papel importante nas manifestações; em Portugal, a crise habitacional é central; e, na Albânia, as denúncias de corrupção e a exigência de mudança política ganharam maior destaque.
A expansão dos protestos coloca os governos europeus diante do desafio de responder às reivindicações sociais e, ao mesmo tempo, conter episódios de violência sem restringir o direito à manifestação pacífica.
Rádio Portal Sabe Caxias — A onda de protestos deste outubro de 2026 evidencia a pressão sobre governos europeus diante das dificuldades econômicas e das demandas por mudanças sociais e políticas.