
Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:


Eleonora Bedin Pasqualotto – Arquivo Pessoal
Drª Eleonora Bedin Pasqualotto, ginecologista e especialista em Reprodução Humana Assistida. Professora de Ginecologia do Curso de Medicina da UCS e Diretora do Conception, Centro de Reprodução Humana
Vivemos mais e melhor. A longevidade feminina aumentou e, com ela, vieram novas possibilidades para a carreira e a realização pessoal. No entanto, o tempo biológico da fertilidade não acompanha o mesmo ritmo. Muitas mulheres chegam aos 40 anos no auge da vida, mas é justamente nessa fase que a fertilidade já passou por mudanças importantes. Diferente do que se pode ver na mídia, a capacidade reprodutiva feminina diminui muito tempo antes da menopausa, principalmente pela queda na qualidade dos óvulos.
Além da idade, diversos fatores impactam a fertilidade e a qualidade de vida da mulher: tabagismo, obesidade ou baixo peso, consumo excessivo de álcool, doenças como endometriose, cirurgias ovarianas e até o estresse crônico podem influenciar negativamente a reserva e a qualidade dos óvulos. Muitas vezes, esses fatores passam despercebidos até que a mulher decida engravidar.
Isso não significa que engravidar após os 40 seja impossível, mas pode ser mais desafiador e exige acompanhamento especializado. Também aumentam os riscos de aborto espontâneo e de alterações cromossômicas, o que reforça a importância da informação.
Nesse contexto, o congelamento de óvulos surge como uma estratégia de planejamento reprodutivo. Quando realizado em idades mais jovens pode ampliar as possibilidades futuras, porém, importa compreender que não se trata de garantia de gravidez, mas sim, de uma ferramenta que permite mais opções ao longo da vida. Mesmo quando a função ovariana se encerra, a medicina reprodutiva oferece alternativas, como a ovodoação, que possibilita à mulher vivenciar a gestação.
Mais do que falar sobre limites, é preciso refletir sobre escolhas. A vida é imprevisível e o que parece claro e definitivo em um momento pode mudar a seguir. Nem toda mulher deseja ser mãe, e isso deve ser respeitado. Mas para aquelas que desejam, conhecer os agentes que influenciam sua fertilidade e as alternativas disponíveis faz toda a diferença.
No contexto da longevidade, a informação se torna uma aliada poderosa porque quando o conhecimento chega no tempo certo, ele não produz medo – traz autonomia.
Divulgação Sabe Caxias Multimídias – desde 2010