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Exposição articula memória, infância e tempo em uma poética sobre a espera.
A partir do dia 10 de abril será possível conferir o novo trabalho da artista Verlu Macke. A exposição “Vazios no tempo: a espera in-finita” ocupará a Galeria de Artes do Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho e conta com a curadoria de Silvana Boone. Verlu Macke é uma artista que constrói sua poética na própria história. Memórias do passado são responsáveis por uma espécie de catarse contínua que desafia o imaginário coletivo sobre conceitos psicossociais materializados em objetos.
Conforme o texto curatorial, exposto pela curadora, para apresentar esta exposição, cabe parafrasear o artista francês René Magritte: “Isto não é… uma cadeira”! Imagens que representam cadeiras de diferentes formas, cores e assinaturas vêm quantificar o vazio do espaço e a finitude do tempo, mais do que o seu objeto em si. Simbolicamente, qual é o lugar da espera que uma cadeira evoca? E o que espera o corpo em estado de inércia, imóvel, na infinitude de um tempo inventado ou imposto? O vazio no tempo não tem medida, porque se associa ao vazio existencial.
No imaginário histórico da arte, poderíamos indagar quantas horas ao longo do dia Vincent van Gogh teria sentado em sua cadeira icônica. Conseguimos separar a estética pop da crueza da morte nas repetições da cadeira elétrica de Andy Warhol? Para Joseph Kosuth, basta “uma e três cadeiras” para conceituar o sentido da arte, quando essa começa a ganhar novo significado. Tendo referências reais ou fictícias, Verlu Macke propõe uma reflexão sobre o tempo e a relatividade desse tempo entre infindáveis segundos, minutos ou horas de espera e os anseios de liberdade contidos nas lembranças de uma infância que sempre está presente, apesar da vida adulta.
Entre as cadeiras ocupadas na vida, cada uma contém um vazio existencial, ancorado nos quatro elementos estáveis que mantêm a segurança do sentar, que seria, talvez, a estabilidade necessária do descanso. Buscando essa estabilidade na exposição, as cadeiras entre paisagens são reunidas em conjuntos quadrípticos ou pensadas em um espaço em diálogo. A força gestual da pintura de Verlu, desenhando cor, pintando linha tal qual garatujas, ensaia imagens de cadeiras e suspende o tempo em um não lugar.
A cadeira acomoda, conforta, acolhe, segura, sustenta. O vazio da cadeira incomoda, no limite entre o que vemos e o que é invisível e intangível. O tempo é não lugar, é o deslocamento da memória. O lugar da memória é o tempo suspenso da espera”, por Silvana Boone, curadora.
A exposição tem classificação indicativa livre e poderá ser visitada até o dia 10 de maio, nos seguintes horários: segundas-feiras, das 9h às 16h; terças a sextas-feiras, das 9h às 22h; sábados, domingos e feriados, das 14h às 22h.
Serviço:
Exposição “Vazios no tempo: a espera in-finita”, de Verlu Macke, com curadoria de Silvana Boone
Período expositivo: 10 de abril a 10 de maio de 2026
Local: Galeria de Artes do Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho
Visitação: segundas-feiras, das 9h às 16h; terças a sextas-feiras, das 9h às 22h; sábados, domingos e feriados, das 14h às 22h
Visitação online: artesvisuais.caxias.rs.gov.br
Atividade presencial e online, gratuita
Classificação indicativa: livre
Abertura da exposição “Vazios no tempo: a espera in-finita”, de Verlu Macke, com curadoria de Silvana Boone
Dia: 10 de abril, às 19h
Local: Galeria de Artes do Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho
