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A guerra EUA e Irã é mais um alerta para o aceleramento da transição energética no mundo / por Miguel Brambilla

O mundo está novamente refém do preço do barril do petróleo e da instabilidade política do Oriente Médio, com ação dos Estados Unidos atacando o Irã com Israel, revanches daqui e dali, fechamento do estreito de Hormuz e o velho oportunismo inflacionário e especulativo nas pontas das cadeias econômicas. O capitalismo mundial voltou aos anos 60 do século passado.

Bombas e combustível fóssil dominam os noticiários e o preço da gasolina, do óleo diesel, do barril do ouro negro, disputado desde o século XIX.

Não é que a política não tenha evoluído em duzentos anos, na mesma velocidade da tecnologia. Trata-se do lento desenvolvimento sociológico humano que se reflete em políticas imperialistas e o esperneio dos grandes players dos mercados internacionais de commodities que lucram nas apostas das bolsas de valores, ações e mercados futuros, enquanto os governos se digladiam entre si.

A oposição ao governo de Donald Trump, (Partido Republicano), não para o presidente por que se locupleta até certo ponto de suas “aloprações” governistas e belicosas. Depois de analisar a questão das tarifas, o Supremo Tribunal Federal foi quem travou o americano. Portanto, a guerra contra o Irã está até aqui embasada pela maioria dos americanos que tem algum tipo de poder, na expectativa dos acontecimentos e na espreita dos possíveis lucros.

Como o noticiário atual também parece ter voltado as pautas dos meados do século passado, não se fala em transição energética na mesma medida.

A China que tem mais de cinco mil anos de história, apesar de ser uma ditadura política, anunciou no seu novo Plano Quinquenal que irá mudar a política de exportações e voltar-se para o mercado interno. Escrevi em junho de 2025 um artigo sobre esta questão, falando de Brasil.

Os especialistas da economia e da geopolítica, falam apenas em oportunidades para a exportação, novos mercados para a compra da carne brasileira e outros produtos, enquanto o brasileiro classe média sofre com as pressões inflacionárias, o alto custo de vida que permanece e o governo federal implanta políticas populistas na manutenção do voto dos pobres que apenas sobrevivem e não sonham nem desejam nada mais além disso.

Essa nova guerra no Oriente Médio, este novo momento geopolítico mundial no jogo doa velhos interesses, deveria servir como novo alerta para qualquer governo em qualquer país. Principalmente o Brasil, que é grande e díspar, com desenvolvimento desequilibrado, mas possui tecnologia, cientistas vigorosos no pensamento criador e um mercado consumidor continental, para que se focasse em projetos de transição energética de forma acelerada.

Essa é a verdadeira oportunidade do momento. Brigar por petróleo que está com os dias contados num futuro breve é manter o atraso tecnológico, social e político de uma nação que anda de forma arrastada, dependendo da política externa de países imperialistas para ajustar na sua própria.

Existem várias maneiras de se produzir biocombustíveis, além dos carros elétricos e o carro movido a hidrogênio que vai ganhando espaço.

Apesar da guerra atual ter os mesmos motivos mofados na procura da manutenção do domínio sobre o ouro negro, as oportunidades tecnológicas não são as mesmas do pós segunda guerra.

É tão óbvia a questão, mas omitida de tal forma nos debates políticos que só resta mesmo confirmar-se que mais uma vez, os mais pobres e os remediados, ficam a mercê não da teoria da conspiração, da real ação exploratória dos grandes detentores de capitais, cada vez mais voláteis, que seguem criando guerras e dificuldades, para depois venderem bem caro as custas do sangue dos reais trabalhadores do planeta, proteção, facilidades e fugazes esperanças de civilidade e progresso.

Esta nova guerra no Oriente Médio portanto não é apenas do Donald Trump, presidente americano. É dos americanos que podem protestar e tentar impedir, até mesmo através da mídia mundial mas não o fazem.

Para o mundo é mais um alerta. Trump vai deixar o poder um dia, mas outros radicais fanáticos virão. Outros mercadores megalomaníacos chegarão ao poder.

Todo o cenário geopolítico mundial da atualidade, é mais que uma oportunidade, é mais um aviso para que os países acelerem a transição energética nos seus quintais universitários e na reforma da educação e façam como fez a China, prestem atenção nos mercados internos consumidores que tem potenciais milionários, esperando chance de se desenvolver e prosperar em todos os setores.


Miguel Brambilla é radialista, jornalista, profissional de marketing, músico, escritor, fundador e proprietário do RádioPortal Sabe Caxias. Tem pós graduação em Docência Para o Ensino Superior e MBA em Gestão de Negócios e Inteligência de Mercado.

Leia também:

Publiquei este artigo em julho de 2025…. Fazem três dias que a China, uma das grandes potências da atualidade, com mais de cinco mil anos de história anunciou que iria se voltar para o seu mercado interno…mudando a estratégia de exportações…o que sempre me pareceu óbvio….

E o mercado interno brasileiro? Por Miguel Brambilla

 

https://operamundi.uol.com.br/asia/15o-plano-quinquenal-da-china-incorpora-nova-qualidade-das-forcas-produtivas-e-prioriza-mercado-interno/ Veja o link sobre o 15º Plano Quinquenal.

 

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