Nunca Mais Outra Vez Aquillino Dalla Santa Neto Professor de Filosofia

Aquillino Dalla Santa Neto Professor de Filosofia

Pelos discursos feitos em campanha dos últimos representantes eleitos no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, acreditou-se que poderia ter uma relação com três coisas importantes para a sociedade: o rompimento dos tradicionais arranjos institucionais, a adoção de novas políticas que agregassem valores sociais, éticos e morais e, acabar com os velhos costumes prejudiciais ao desenvolvimento da nação.

Mesmo parecendo uma realidade de algum país parlamentarista, existe a certeza de que também seria o desejo da grande maioria dos brasileiros. Ao menos daqueles que acreditam na essência da democracia e no Estado Democrático de Direito.

Por outro lado, testemunhamos alguns políticos fazendo caridade com publicidade, vendendo a imagem de que não querem nada em troca, outros que assumem uma ideologia conservadora logo depois de serem eleitos e, aqueles que se infiltraram na política, eleitos por um sistema democrático, mas que agora, fazem apologia à ditadura e pelo fechamento das instituições democráticas.

Será que o AI-5, foi tão interessante que não causou danos à sociedade brasileira, ou quem defende a sua volta viveu naquela época e se beneficiou tanto assim para desejar o seu retorno? Não restam dúvidas de que estamos vivendo uma fase de incoerência, obscurantismo e retrocesso de tudo aquilo que se alcançou nos últimos trinta anos com muita luta.

Mas qual o verdadeiro motivo de zerar o imposto de importação de armas e liberar armas e munições para a população? A desculpa de que o cidadão tem o direito de se proteger é mais falsa que uma nota três reais, até porque quem tem o dever e o devido preparo de proteger a população da criminalidade são os agentes de segurança pública, caso contrário não teria sentido pagarmos impostos por tal serviço.

Confundir a liberdade de expressão da qual envolve críticas construtivas dentro dos padrões legais, com ameaças de morte, incitações à violência e produção de fake news, influenciando cada vez mais o senso comum, levando o país à ruína total, é imperdoável e punível sob as formas da lei previstas pela Constituição Federal.

Contudo, o esquecimento do nome de um indivíduo de má índole e, que não cumpre os requisitos básicos de um parlamentar em pleno julgamento transmitido ao vivo em rede nacional, não foi por acaso. Foi simplesmente pela inexpressividade do acusado que, insistiu deliberadamente, protagonizar papeis ridículos e indignos do cargo que ocupa.

Eis aqui abordagens que nos leva a uma reflexão de Epicuro (341-271 a.C), que diz: “Nada nunca é o bastante para o homem que acha o bastante pouco demais”.

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