Sarau Cultural #arteprolardagente revela os oito projetos contemplados

Iniciativa da Prolar, alusiva aos 50 anos da imobiliária que quer celebrar as cinco décadas com foco na responsabilidade social, teve 40 trabalhos inscritos nas oito categorias do edital

O Sarau Cultural #arteprolardagente, iniciativa da Prolar Imobiliária Inteligente que deseja comemorar as cinco décadas com foco na responsabilidade social tendo a cultura e a educação como pilares, anuncia os oito projetos contemplados. O edital de fomento à cultura da Prolar contou com 40 projetos inscritos, todos com elevada qualidade no conteúdo proposto, distribuídos nas oito categorias: audiovisual (8 inscritos); artesanato (2); circo (3); culturas populares (6); dança (5); leitura e literatura (7); memória e patrimônio (3); e teatro (6). A iniciativa irá financiar os oitos projetos culturais inéditos selecionados, de artistas residentes em Caxias do Sul e que deverão disseminar arte e cultura por meio digital, dentro do tema “um novo tempo pro lar da gente”.

A admissibilidade, seleção e julgamentos dos trabalhos inscritos foi realizada às cegas, entre os dias 14 a 25 de setembro, por uma Comissão de Avaliação e Seleção formada por um time de profissionais reconhecidos no mercado cultural gaúcho, nacional e até internacional, e com atuação em atividades correlatas às oito áreas do edital. Integram esse time: Flávia Seligman (audiovisual); Ana Flávia de Vasconcellos Baldisserotto (artesanato); Luciano Fernandes (circo); Thiago Formolo Dalla Vecchia (culturas populares); Carlla Bublitz (dança); Sônia Maria Zanchetta (leitura e literatura); Vania Beatriz Merlotti Herédia (memória e patrimônio); e Yael Prizant (teatro).

Cada um dos oito projetos inéditos selecionados receberá financiamento de R$ 1,5 mil para a produção e a veiculação dos conteúdos culturais em ambiente virtual, totalizando um aporte privado de R$ 12 mil pela Prolar. O conteúdo deverá ser postado em qualquer plataforma da internet, da preferência do proponente, para amplo e gratuito acesso, acompanhado das hashtags #umnovotempoprolardagente e #arteprolardagente. Selecionados e contratados os projetos, os proponentes terão de 10 de outubro a 12 de novembro para a execução, e até 22 de novembro para comprovação e entrega dos trabalhos.

Esses são os oito projetos contemplados nas oito áreas do edital:

AUDIOVISUAL

Projeto: Para além de estar em casa
Proponente: Flóra Simon da Silva
Avaliadora: Flávia Seligman

SINOPSE: Serão oferecidos cinco vídeos de 15 minutos cada com dicas básicas sobre iluminação e composição para fotografia e audiovisual. O objetivo do projeto é desenvolver e aprimorar o olhar artístico em diferentes áreas da fotografia como: retrato, produto, fotografia de família e cenários para audiovisual-cinema. Para tanto, será proposta a utilização de equipamentos de iluminação que podem ser encontrados em casa como luminárias de mesa, refletores simples de jardim, lanternas. E para fotografar, o próprio celular.

ARTESANATO

Projeto: Natureza Musical
Proponente: Leonardo de Paula
Avaliadora: Ana Flávia de Vasconcellos Baldisserotto

SINOPSE: Construímos instrumentos musicais artesanalmente, com a maioria dos materiais advindos da natureza pura. Somos inspirados nas construções tribais e indígenas que produzem seus próprios instrumentos. Após finalizadas, as peças são pintadas com as formas e símbolos sagrados. O nosso objetivo é transmitir esses conhecimentos para que mais pessoas possam se integrar com sua natureza essencial, através da música, seja simplesmente tocando ou participando da confecção de seus próprios instrumentos musicais, pois a concentração que os instrumentos exigem e proporcionam, além das vibrações que são captadas e emitidas, são definitivamente algo transcendental. Isso torna possível expressar e compreender o que nenhum outro conhecimento ou objeto é capaz.

CIRCO

Projeto: No tempo do meu coração
Proponente: Micheli Liziani de Oliveira dos Santos
Avaliador: Luciano Fernandes

SINOPSE: Um vídeo, onde dois malabaristas performam com variados materiais circenses, como por exemplo: buugeng (material circense contemporâneo também conhecido como S­staff ou Staffs em S, com um efeito visual hipnótico), claves, bolinhas, tecido aéreo, aros, acrobacias, monociclo, equilibrismo. A montagem do vídeo contará com uma mensagem reflexiva, sendo essa narrada em áudio e em libras (linguagem dos sinais). A mensagem conversa com o tema proposto, um novo tempo pro lar da gente, que diz o seguinte:

Os tempos têm mudado. Os tempos estão estranhos. É o momento de um novo tempo pro lar a gente. Certa vez me disseram que o lar é onde o nosso coração está, e como cada coração tem o seu próprio tempo, no tempo do meu, farei meu lar somente com coisas boas, nada de mau vai fazer parte, nem agora e nem depois. Em minha volta, amigos que carregam no peito um coração puro que vibra na mesma frequência da felicidade. No tempo do meu coração, farei meu lar sem trancas, sem portas, estarão livres pra trazer alegria, livres pra deixar saudade. Os cômodos vazios estarão cheios de luz que alimenta meu corpo e minha alma e me traz paz e me acalma. Na minha morada o amor e os sorrisos estarão sempre presentes, o que me deixa tranquilo para seguir com fé, confiança e paz. Me descubro no silêncio, meu mestre na solidão, que me ensina a resistir, não julgar, não ferir, e assim me tornando mais feliz. Serei eu, habitante de um lar sem muros, sem planos e sem história, pra poder viver no exato tempo do meu coração.

CULTURAS POPULARES

Projeto: Cirandeira
Proponente: Vanessa Carraro Armiliato
Avaliador: Thiago Dalla Vecchia

SINOPSE: O presente projeto tem por objetivo realizar quatro oficinas de arte popular, com duração de 2h cada, com ênfase na cultura afro-brasileira, disponíveis pela plataforma Zoom com a finalidade de fomentar as manifestações brasileiras à comunidade, possibilitando a acessibilidade e o alcance a diversos grupos, potencializando a criatividade, a construção de identidade e o sentimento de pertence como vetores de transformação, construindo “um novo tempo pro lar da gente” por meio de atividades que abordam o contexto histórico, as danças afro-brasileiras, em especial o Afoxé e o Maracatu de Baque Virado e a literatura.

Todos os encontros serão compostos por atividades práticas e teóricas, envolvendo também conteúdos históricos, filosóficos, que estimulem a consciência cidadã, visando resgatar, por meio da dança, a ancestralidade, levando ao participante conhecer as capacidades e os limites do seu corpo; desenvolver aspectos cognitivos, motores e harmonia do corpo; a criatividade; integrar os participantes numa vivência online corporal musical, transmitindo a linguagem e os valores contidos nas músicas e danças afro-brasileiras.

Será realizado um vídeo-dança construído de forma coletiva, disponibilizado pelo canal do Youtube como prática e consolidação da aprendizagem das oficinas de arte popular que, além da expressão da dança popular, trará a conexão com a literatura urbana, por meio da poesia inédita do poeta Mateus Souza, construindo uma possibilidade de diálogo sobre as manifestações populares e a história de vida de cidadãos que integram as cidades, transmitindo à comunidade caxiense aspectos culturais pouco abordados ou até desconhecidos na região.

DANÇA

Projeto: O espaço da casa como laboratório criativo em vídeo dança
Proponente: Jéssica Cristiane Viganó
Avaliadora: Carlla Bublitz

SINOPSE: Em princípio, a dança teria uma premissa presencial por conta de ser uma criação corporal. Mas, uma doença mundial eclode e subitamente somos colocados dentro de nossas casas, afastados de amigos, familiares e das nossas tarefas. A área da cultura que se alimenta de aglomeração sofre, mas precisa se reinventar. Porque somos arte, porque ela nos move. Nesse contexto o projeto “O Espaço da Casa como Laboratório Criativo em Vídeo Dança” nos leva a experimentar as possibilidades criativas que já temos à nossa disposição. O projeto parte do pressuposto de que, ao invés de orçar equipamentos caríssimos, poderíamos fazer uso dos recursos que a modernidade colocou nas nossas mãos. Hoje, mais de cinco bilhões de pessoas no mundo possuem smartphones, que funcionam quase como a extensão de nós mesmos. Esses aparelhos aos quais estamos muito habituados têm tecnologia superior à de muitos, nos quais antigamente eram produzidos filmes inteiros. Podemos gravar e editar vídeos usando somente nossos telefones. Existe um registro do diretor Steven Spielberg nas gravações do filme “ET” que ilustra muito bem as questões que eu trago aqui. Na cena, o diretor utiliza um pano preso na câmera com prendedores de roupa, cortado com dois furos circulares para representar o olhar do extraterrestre através da câmera. Esse projeto traz em seu bojo atividades que exploram e reestabelecem as relações artísticas entre o indivíduo e o seu espaço. Torna a casa a principal fonte do expressar-se, propondo atividades de criação de cenários, exploração da luz natural dos ambientes e busca também na própria casa formas artificiais de iluminação. Além disso, o artista é convidado a criar a trilha sonora de seus vídeos buscando os sons que seu espaço produz, narração ou percussão. Todas as técnicas de dança podem ser exploradas através da linguagem da videodança.

Utilizando alguns elementos da área do audiovisual e da fotografia, adquirimos liberdade artística na videodança como um híbrido entre a arte visual e a arte da dança, onde o elemento principal é o movimento. O artista de dança então se apropria da linguagem das novas mídias para, a partir de seus valores estéticos e poéticos, imprimir seu próprio fazer artístico. Dentre outros tipos de videodança, escolhi como método aquela que é criada diretamente para o olho que se habituou com as múltiplas telas às quais convivemos diariamente.

“A câmera dança com o bailarino, o bailarino se coloca no espaço e no tempo da câmera. No olhar da câmera. Quando a dança é captada pelo olho da imagem, ela ganha uma outra existência. Na realidade, esse jogo adaptativo permite o florescimento de novas práticas para a dança e a modificação do corpo.” (SPANGUERO, Mafra, A dança dos encéfalos acesos, SP, Itaú Cultural, p. 38, 2003).

A palavra que melhor descreve esse momento é adaptar-se. Habilidades importantes tiveram que ser desenvolvidas às pressas para acompanhar a realidade nova que vivemos. Tornou-se imperativo um olhar crítico para as práticas que até hoje nos foram tão normais e encontrar maneiras de existir (e resistir) artisticamente, seguras do ponto de vista sanitário, e, ainda assim, preservando todo o potencial criativo dos artistas caxienses.

LEITURA E LITERATURA

Projeto: Uma história para te contar
Proponente: José Henrique Alves de Castilhos
Avaliadora: Sônia Maria Zanchetta

SINOPSE: O silêncio do tempo mostrou que as histórias que se encontram nos livros são fantásticas, mas as estórias, os causos da vida se tornam transformadoras. Por isso, há nove anos me dedico à construção da Arte de Contar Histórias. Esses contos ou mitologias que são criados de boca a boca, de pai para filho, de um para o outro, de uma geração para outra/nova geração se tornam o folclore. O folclore é o conhecimento popular que se transforma em estórias, causas, mitos, lendas, carregadas de encontro com a própria essência humana, que, quando se torna palavras brindadas nos lábios, leva o ser humano a um reconhecimento em cada frase. Esse reconhecimento que flui entre os sentimentos, anseios, alegrias, questionamentos e psique, que reverbera dentro de cada um e permite perceber o quanto somos seres imperfeitos aprendendo a lidar com as coisas da vida. Assim entendemos que os contos populares não possuem propriamente um sentido, são sim estruturas que permitem gerar sentidos, por isso toda a interpretação será sempre parcial. Dessa forma entendemos que a Arte de Contar Histórias não se limita ao universo infantil, mas abraça a todas as pessoas. Só que essas histórias foram se perdendo entre as ruas de cimento e a correria do dia a dia, sendo resgatadas nos últimos tempos por escritores e pesquisadores. Essa compilação acontece no mundo todo quando se registra o folclore de cada local e permite manter viva a cultura e a história daquele lugar. Com isso, proponho Uma História para te contar. Histórias Populares trazendo contos, causas, mitos e lendas tanto do Brasil quanto de outros lugares do Mundo, com intuito de levar a qualquer um que escutar essas histórias um reencontro consigo e até um resgate de suas próprias histórias. Esse momento que é dedicado ao poder da palavra, onde ela ganha vida e a história se manifesta diante do público e permite a cada um criar na sua imaginação a sua visualização e construção narrativa. Trazendo esses contos iremos levantar temáticas ou assuntos pertinentes ao cotidiano, mostrando que uma simples tarefa doméstica faz parte do mundo e se torna coerente para a construção do ser humano. Quando há o sentimento do amor, a busca da sabedoria, o medo do desejo, a conexão e aprendizagem com a natureza. Enfim, permitir que esse momento seja de contemplação, reflexão e o ato de escutar. Proponho contar oito histórias que serão gravadas e disponibilizadas em minhas redes sociais, que há nove anos vem bebendo do Ofício do Contador de Histórias. O mesmo que conta histórias em Feiras de Livro, Escolas, Projetos e ONG’s, agora, também, em suas próprias redes sociais. O maior objetivo é a disseminação das histórias e da arte de contar e, assim, inspirar.

MEMÓRIA E PATRIMÔNIO

Projeto: Podcasts: Memórias de Galópolis
Proponente: Geovana Erlo
Avaliadora: Vania Beatriz Merlotti Herédia

SINOPSE: O projeto Podcast Memórias de Galópolis – 2ª Temporada é vinculado ao Museu de Território de Galópolis – que objetiva a preservação e divulgação do patrimônio cultural material e imaterial do bairro Galópolis (Caxias do Sul/RS). O projeto proposto visa dar voz à comunidade do bairro, criando um podcast disponibilizado semanalmente nas plataformas online do Museu de Território de Galópolis, trazendo relatos de moradores sobre as suas memórias individuais e coletivas relacionadas ao território e comunidade locais.

TEATRO

Projeto: Se a quarentena são 40 dias, como chamar 180?
Proponente: Miguel Beltrami
Avaliadora: Yael Prizant

SINOPSE: Realizar uma obra audiovisual de 5 a 10 minutos sobre um grupo de teatro durante o período da pandemia do coronavírus no gênero comédia. Embora esse roteiro seja ficcional, a sua construção e dramaturgia tem como base a própria experiência pessoal vivenciada por nosso grupo de teatro nesse período de pandemia que também realiza apenas encontros virtuais. Assim, os acontecimentos reais serão impulsionados ao drama, ou seja, divergências serão transformadas em discussões mais calorosas, brincadeiras no ambiente virtual exageradas e assim por diante. As personagens, os próprios componentes, ganharão características mais caricatas que, para o público, facilitarão o entendimento da personagem: o atrapalhado tecnológico, o quieto, o brincalhão, o crítico.

A história narrada se desenrola durante os encontros online num período de 180 dias, aparecendo flashes mais significativos e cômicos dessa trajetória do grupo teatral que serão identificados com datas, como um diário, tratando de situações como:

•             indecisões do que fazer no atual momento;
•             criação ou não de projetos online;
•             como fazer teatro assim (online)?
•             interrupções de sinal de internet;
•             interrupções de situações familiares;
•             criação de projetos de audiovisual para a internet;
•             incompatibilidade de recursos tecnológicos entre os celulares dos integrantes;
•             erros e dificuldades de gravações dos projetos realizados;
•             integrantes que se atrasam ou faltam nos encontros.

Em alguns momentos as personagens farão revelações do que realmente estão sentindo, o que no teatro, em palco, chamamos de “a parte” – que é quando o ator/personagem dirige-se diretamente ao público. A partir dessas e outras situações vamos vendo os acertos, erros e desentendimentos entre os integrantes do grupo de teatro, o que, no final das contas, torna-se uma deliciosa comédia.

 

Próximos passos do edital Sarau Cultural #arteprolardagente

Contratação: até 9 de outubro
Realização do projeto: até 12 de novembro
Comprovação de execução: até 22 de novembro
Liberação dos recursos financeiros: até sete dias úteis após comprovação

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Sobre a Prolar

A Prolar iniciou suas atividades no segmento imobiliário em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, em 27 de junho de 1970, pelo empreendedorismo do seu fundador, o diretor-geral da empresa Vilson Pascoal Dalla Vecchia. São cinco décadas atuando em conexão com o mercado, desenvolvendo e implementando soluções e inovações para serviços voltados às necessidades e expectativas que os novos tempos e consumidores exigem. Tendo como propósito oportunizar experiências acolhedoras aos clientes, a Prolar integra o seleto grupo de imobiliárias brasileiras certificadas com a norma ISO 9001:2015 em todos os segmentos em que atua (vendas, locações e administração de condomínios), sendo a única da Serra Gaúcha com essa distinção. Conheça mais em www.prolar.imb.br.

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