A encruzilhada filosófica – por Miguel Brambilla

Sim…lamentavelmente, chegamos até aqui com a falência do materialismo, evidentemente e o descrédito das religiões. Ficam os menos desenvolvidos do ponto de vista intelectual, que acabam abraçando o descrédito a mercê de uma encruzilhada salvacionista. Entre populistas extremistas de esquerda ou direita, que só querem se perpetuar no poder, e falsos profetas que ainda querem o domínio religioso de um povo filosoficamente preguiçoso, estariam se revirando na Acrópole, devido ao nanismo cultural, Sócrates, Aristóteles, Platão. A noção de Deus ficou reprimida por interpretações terrivelmente personalistas e gravemente distorcidas do ponto de vista do auto conhecimento da consciência. “O penso logo existo”, de René Descartes ficou dogmatizado em um elitismo filosófico num estigma de vaidade intelectual, como se fosse impossível uma compreensão mais simples da realidade da consciência. A morte de Deus pregada por Nietchze trouxe como impulsionador do arianismo nazista, a tentativa de supremacia da raça ariana alemã, com apoio da elite social da época, a omissão cultural e a profunda capacidade de manipulação coletiva de Goebbels. Temos aversão em pensar no mundo. Os europeus bossais, acreditam que o Iluminismo foi suficiente para consagrar a França e colocá-la no auge do culturalismo mundial, os escritores Russos pré revolução socialista, apostavam na inveja das classes proletárias, pregando uma revolução econômica que na verdade nunca aconteceu à contento. Vejo o fracasso das ideologias levando pelo fenômeno das redes sociais ao emburrecimento geral da humanidade que na sua grande maioria não está preocupada com sua origem como consciência e seu destino. “Nossa curta existência, não explica a ciência, vivemos, somos normais, mas a morte vem atrás. Cair no esquecimento, por que então vivemos tanto. Já que um dia morreremos, divulgamos nosso canto. Mundo duro, a guerra, a morte o escuro. O futuro, somos os fantasmas do futuro”, escrevi aos 14 anos. O escravagismo social explícito, é fruto desta sociedade anti-cristâ ou hipocritamente cristã farisaica, que ainda se coloca como “povo eleito” de Deus, sem compreender a real intenção de Jesus e nem mesmo refletir com o mínimo de seriedade sobre isso, no conceito onde se diz: “A cada um será dado segundo suas obras”. Rebelde e insubmissa a consciência perdida da coletividade mundial em sua escalada evolutiva, não são capazes ainda a maioria dos líderes em multiplicar o conhecimento profundo dos Vedas por exemplo, onde já se sabia que os governos realmente justos são dos filósofos e professores e que os políticos são executores das decisões dos sábios e não legisladores como na atualidade, gafanhotos e raposas, pensando apenas na própria e espúria perpetuação, num enraizar daninho de seus legados, predadores da esperança social. Somente uma visão maior de tempo e espaço poderá erguer as políticas mundiais. Essa visão, requer porém, que as ciências descubram outras dimensões de luz e de vida, para entendermos que não somos obras do acaso e de um aglomerado de átomos oriundos do nada, direcionados ao pó e ao final apocalíptico e dramático do Juízo Final pintando com tintas medievais e dominadoras de consciências, sem chances de recomeço, renovação e regeneração, num princípio mais profundo dos conceitos de “Igualdade, Liberdade e Fraternidade”. Enfim…me empolgo caro amigo.

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