CDL Caxias do Sul mostra preocupação com novo fechamento e anúncio da bandeira vermelha

Entidade setorial do comércio, serviços e indústria alerta para fechamento de empresas e postos de trabalho em consequência da crise econômica causada pelo coronavírus e pede ajuda da comunidade para o combate à Covid-19

A nova alteração da bandeira laranja para a vermelha na Serra Gaúcha, que pode entrar em vigor na próxima terça-feira (30), é recebida com preocupação pelas empresas de comércio, serviços e indústria de Caxias do Sul, representadas pela CDL. A troca de classificação deverá agravar os impactos negativos na economia do município, colocando em risco a sobrevivência de empresas e, consequentemente, a manutenção de empregos. A prefeitura municipal tem até domingo (28) para recorrer a decisão do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, que divulgará a sentença final na segunda-feira (29).

Com a mudança, estabelecimentos comercias de qualquer natureza, de serviços, shoppings centers, centros comerciais e galerias, entre outros, não poderão realizar atendimento ao público por duas semanas e, durante o período, a indústria de produtos não essenciais poderá operar apenas com 50%. Nestes segmentos, telentrega e take away também estão proibidos na bandeira vermelha. A alteração implicará, ainda, na redução de atendimento das atividades do varejo essencial, que varia de 25% a 50% (veja tabela abaixo).

Baseada nos números de arrecadação de ICMS, a CDL Caxias do Sul estima que o comércio deixará de faturar R$ 3,3 milhões por dia, representando uma queda de 53% nas comercializações do setor, devido a paralisação dos estabelecimentos classificados como não essenciais.

Desde o primeiro caso de coronavírus notificado em Caxias do Sul, em março, os setores de comércio, serviços e indústria não essenciais foram obrigados a paralisar totalmente suas atividades por 34 dias, além de atuarem por mais de dois meses com 50% da sua capacidade de operação, com exceção da indústria, que pôde desempenhar com 75%. Apenas no comércio, que é responsável por 28% do PIB de Caxias do Sul, mais de R$ 186 milhões deixaram de ser arrecadados ao longo desses mais de 100 dias e, até abril, 1,2 mil empregos formais foram extintos.

Da mesma forma em que a CDL defende a preservação da vida, a entidade também está extremamente preocupada em ajudar o empreendedor a lidar com a crise causada pela Covid-19 e auxiliar a cidade na retomada da economia.

“A situação está gravíssima. Precisamos que o governo estadual invista recursos maiores na saúde, como a ampliação de leitos, testagens e EPIs, sem precisar bloquear sempre a economia como meio de contenção à Covid-19. Precisamos de iniciativas que busquem também salvar as empresas, preservar os empregos afim de evitar um colapso social que pode levar anos para ser superado”, ressalta o presidente da CDL Caxias do Sul, Renato S. Corso.

A entidade tem trabalhado em conjunto com outras associações representativas dos segmentos econômicos e com o poder público municipal em busca de alternativas para minimizar os impactos que os fechamentos provocam, bem como as consequências geradas com crise econômica em função da pandemia.

“E seguiremos dando continuidade a este trabalho de defesa dos setores das empresas de comércio, serviços e indústrias e os efeitos negativos que a paralisação trará”, complementa.

Corso reforça, ainda, que o combate a pandemia é uma força-tarefa que precisa da colaboração de todos: “Precisamos que toda a comunidade caxiense faça sua parte. Na hora de sair de casa, é fundamental que todos estejamos conscientes das precauções a serem tomadas, como a utilização de máscara, álcool em gel e cuidados com a etiqueta respiratória”.

Nesta semana, a CDL Caxias do Sul divulgou o desempenho econômico no comércio do município em abril. O tradicional levantamento realizado pelo Núcleo de Informações de Mercado da entidade aponta que houve retração de 27,76% nas vendas frente ao mês de março. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o resultado foi ainda pior, com queda de 40,51%.

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Bandeira Vermelha
Varejo não essencial fechado
Concessionárias abertas com 25% da equipe
Combustíveis com 50% de funcionários
Supermercados com 50% de funcionários
Atacados – Abertos com 25%
Shopping – 25% apenas para os essenciais. Não essenciais estão fechados
Comércio essencial – Abertos com 50%
Impactos projetado: R$ 3,3 milhões/dia

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