Sindilojas, apoiado por entidades do comércio, reivindica flexibilização

Com a classificação da região da Serra Gaúcha, reafirmada com bandeira vermelha ontem (16.06), entidades do comércio de itens não essenciais buscam o apoio do governo municipal.

 Discordando da definição de que a região de Caxias do Sul, de acordo com o Distanciamento Controlado do Governo do Estado, se enquadra na bandeira vermelha, o Sindilojas Caxias reivindicou uma audiência com o poder público municipal para que as entidades do comércio pudessem contar com alternativas para atuação e foi atendido pelo vice-prefeito Edio Elói Frizzo. A entidade considera injusto que o comércio seja penalizado por outros segmentos e pelo comportamento da população, já que é o segmento mais afetado pela decisão do governador. Como o comércio está sendo injustiçado pelas regras estaduais, está buscando uma flexibilização das regras estabelecidas para que os estabelecimentos possam se manter.

Na reunião, realizada hoje (17.06), o Sindilojas Caxias liderou o encontro com o respaldo das entidades do comércio em nossa cidade. Estiveram presentes a presidente do Sindilojas Caxias, Idalice Manchini, acompanhada pela gerente executiva Lisandra de Bona e os assessores jurídicos Cesar Bisol e Eduardo Bridi, assim como o presidente da CDL, Renato Corso, e representantes de entidades do comércio. As entidades foram recebidas pelo vice-prefeito Edio Elói Frizzo, pelo secretário de Urbanismo, João Uez, e pelo diretor da Fiscalização da SMU, Rodrigo Lazzarotto. Como existe uma preocupação das entidades em auxiliar o comércio varejista não essencial para que os negócios se mantenham mesmo com a ordem do fechamento, foi solicitado ao município para que seja publicado um decreto municipal para regulamentar o recebimento de carnês e os serviços de tele-entrega, take away (pegue e leve) e drive thru ​para comércio de rua, e-commerces locais, centros comerciais e shoppings, considerando que o protocolo estadual só permite entregas feitas pelos Correios, o que limita muito a atuação. Além disso, a exemplo do que ocorreu em março, foi solicitada autorização para receber pagamento de carnês, modalidade usual na comunidade caxiense: “O comércio precisa dessas alternativas para sobreviver, mas para o cliente também é importante contar com esses serviços, enquanto está em casa. Precisamos desse Decreto para minimizar os efeitos dessa crise que não tem precedentes em nosso segmento”, afirma a presidente do Sindilojas Caxias, Idalice Manchini.

O vice-prefeito Edio Elói Frizzo se solidarizou com a situação agravada do comércio pela bandeira vermelha e afirmou que tem consciência das consequências de fechar as portas aos consumidores para a economia da cidade com demissões e extinção de pontos comerciais. Ele afirmou que o município é parceiro do comércio para buscar essa reivindicação com o governador Eduardo Leite, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, e solicitou que o Sindilojas Caxias elabore uma correspondência descrevendo todas as solicitações feitas na reunião. Com esse documento, a Prefeitura de Caxias do Sul vai reivindicar essa flexibilização junto ao Governo do Estado, representando o comércio da cidade. “Vamos elaborar esse documento e agilizar essa solicitação porque o nosso pedido não contraria o Distanciamento Controlado por não propiciar aglomerações de pessoas, o que contribui para preservar a saúde dos caxienses, uma prioridade nesse momento”, afirmou a presidente do Sindilojas. Para ela, esse é o único caminho para atenuar os prejuízos que o comércio está sofrendo desde que o primeiro caso de coronavírus foi constatado na cidade.

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Como representante legal do comércio, o Sindilojas Caxias cumpre o papel de orientar sobre as definições do poder público que afetam o dia a dia dos comerciantes. A orientação da entidade é de que seja cumprida a lei. Portanto, é importante alertar que o empresário que não cumprir o Decreto Estadual vai ser notificado pela Prefeitura de Caxias do Sul e se for constatado que mantém o estabelecimento aberto estará sujeito a multa, que varia de R$16 mil a R$35 mil reais.

Denúncias sobre descumprimento do fechamento do estabelecimento e também sobre a presença de ambulantes no centro da cidade devem ser feitas ao Alô, Caxias, serviço de ouvidoria da Prefeitura de Caxias do Sul, pelo telefone 156.

 

Créditos: Assessoria de Imprensa Prefeitura de Caxias do Sul

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