Diretor do Banco Randon prevê cenário otimista para a economia brasileira em 2020

Joarez Piccinini palestrou na reunião-almoço da CIC nesta segunda-feira (11)

Palestrante da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira (11), o diretor-superintendente do Banco Randon e da Racon Consórcios, Joarez Piccinini, desenhou um cenário otimista para a economia brasileira em 2020. “O Brasil passa por uma importante mudança com a adoção de uma política econômica liberal pró-mercado. Caberá ao setor privado impulsionar o crescimento econômico”, avaliou.

Para Piccinini, que é também diretor de Economia, Finanças e Estatística da CIC, o Brasil tem uma série de desafios pela frente, mas está em um momento muito positivo. “O Brasil tem uma resiliência muito forte”, afirmou, ao lembrar que o País passou recentemente por um período de profunda recessão. Segundo ele, os últimos três anos foram de superação, com crescimento, embora ainda tímido e bem abaixo do potencial da economia brasileira. “A recuperação é lenta, mas crescente”, ratificou.

Entre as projeções apontadas por Piccinini para os principais indicadores da economia brasileira de 2019 para 2020 estão a taxa de desemprego caindo de 12% para 11,4%; a taxa de juros mantendo-se em 4,50%, inflação passando de 3,3% para 3,6% e câmbio em R$ 4,00. Em relação ao PIB, o palestrante disse que o descontrole das contas públicas afetou o seu desempenho a partir de 2014, quando sofreu uma queda brusca, ficando negativo em 2015 e 2016. Houve lenta recuperação a partir de 2017, mas as contas públicas limitam o potencial de crescimento entre 3,5% e 4%. Em razão disso, a alta esperada para 2020 é em torno de 2%.

Ainda de acordo com Piccinini, é a sociedade brasileira que quer que o Brasil avance, e o Congresso está entendendo esse desejo ao aprovar as reformas. “Meu otimismo deriva da combinação de fatores, de uma proposta clara da equipe econômica e da sociedade, e o Congresso entendendo essa demanda”, argumentou.

Em relação à economia global e aos movimentos políticos na América Latina, concluiu que o Brasil tem condições, pelo tamanho do mercado, de crescer. “Basta melhorar o ambiente econômico para que haja maior geração de empregos, e que as pessoas tenham melhor nível de renda e capacidade de consumo. Na hora em que fizer isso, o País será muito menos impactado por eventual dificuldade que algum país ou região do mundo possa sofrer”, sustentou.

Foto: Julio Soares/Objetiva

 

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