As queimadas na Amazônia, as asneiras do presidente Bolsonaro e Chico Mendes por Miguel Brambilla

A discussão sobre a Amazônia é saudável em qualquer ponto que seja. O problema precisa ser resolvido com urgência, com a ajuda internacional e com as asneiras do presidente Bolsonaro e os dramas da oposição ou dos ecologistas da hora. Os realmente envolvidos com o problema da ecologia no mundo, conhecem não de hoje estas questões que transcendem os governos. Os governantes malandros do passado, disfarçavam, enrolavam, fingiam estar fazendo alguma coisa. Bolsonaro, com sua maneira impulsiva e tosca de colocar assuntos importantes em pauta, gerou a ira e a reação mundial em torno do problema das queimadas em um dos maiores pontos de biodiversidade do mundo. Perfeito.

Bolsonaro agora terá que aguentar a pressão, os irritados estrangeiros intervencionistas terão que conhecer seus limites, e os ativistas da ecologia ganharão força e adeptos para ajudar a defender a Amazônia da devastação. Moral da história: com seu temperamento estúpido, de bufão ignorante e autoritário, Bolsonaro vai resolver o problema da Amazônia só de raiva. A raiva que gerou sobre si, a raiva que gerou naqueles que queriam sorrateiramente ter influência sobre a Amazônia e a raiva daqueles que há muito tempo estão tentando resolver o problema e não conseguem.

Chico Mendes não terá sido assassinado em vão por criadores de gado, grileiros, exploradores da madeira ilegal, ladrões da biodiversidade, mineradoras ilegais. Não sobrou nada pelo jeito do projeto SIVAN, dos tempos de Fernando Henrique. Não sobrou nada da Transamazônica do Sarney. Não sobrou nada das invasões e mortes dos indígenas simplesmente ignoradas pela sociedade organizada, por que simplesmente os governantes do passado, tiraram o foco de lá e o mundo “facebookiano” nem existia. Nem nos tempos do Orkut nem nunca antes “na história deste pais”.

Bolsonaro é o tipo de malandro otário que acaba dando certo justamente por ser tão tolo nas suas declarações que acaba sendo eficiente. Uma espécie de Mister Been do poder. Gera tanta raiva sobre si, está tão atrapalhado no governo, desviou-se bastante do foco e da função, que acaba refletindo a sociedade brasileira que quer resolver tudo no grito, no autoritarismo, sendo a oposição perfeita para as milhões de reuniões petralhas, que só serviram para fazer conchavos, escolher o discurso que acalentasse a ira do povo e colocasse o gigante adormecido para continuar dormindo. Enquanto isso, a Amazônia já vai virando há muito tempo um deserto.

Talvez nosso ilustre presidente consiga, de forma atabalhoada agora, salvar a Amazônia. Assim como conseguiu falando bordões eleger-se e tornar-se Presidente do Brasil. Só assim para vencer a canalhada que sorrateiramente tinha um populista esquerdista agora encarcerado no poder, que só dividia a riqueza do Brasil com os  seus compadres e que até hoje bravateia uma inocência incapaz de ser provada.

Os brasileiros perceberão um dia que é melhor um idiota no poder, criando urgências e emergências ao vomitar reações impulsivas do atraso nacional e da hipócrita omissão de muitos tempos, do que fazer de conta que os governos estão agindo, enquanto tiravam os holofotes da fumaça da Amazônia que não é de hoje, fazendo-se de patrulhadores da lei e da ordem, drenando o dinheiro, o ouro e o petróleo brasileiro para os cofres privados da corrupção, das organizações  políticas internacionais oportunistas e das falsas ideologias de igualitarismo que até hoje só serviram para acumular corpos e mortos, tanto quanto a direita extremista.

Ideologia neste mundo ganancioso são cascas apenas da ânsia pelo poder e pelo mando perpétuo de um forte que represente grupos dominadores e espoliadores. Bolsonaro não será capaz de organizar isso, por que briga com os seus, atira no próprio pé todos os dias, cria o caos interno e o pânico, por insegurança do seu próprio poder. Se fosse frio e calculista, correríamos o risco de ter criado um novo ditador. Como é impulsivo, ingênuo, tosco e inseguro, fará o Brasil saltar para frente, por que para trás não é mais possível. Espera-se que até a próxima eleição, ao menos, os eleitores tenham aprendido um pouco mais sobre o que significa educação, participação, respeito, cultura e se escolha com ciência quem não nos roube ou quem não nos envergonhe com um mar de idiotices.

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