Abertura de duas exposições movimentam Centro de Cultura Ordovás em Caxias do Sul

Fotos: Róger Ruffato

Descobertas e reencontros marcaram vernissages na última sexta-feira

Diferentes sentimentos e reações marcaram a noite da última sexta-feira (16/02) durante a abertura simultânea de duas exposições no Centro de Cultura Ordovás. As mostras “Onde a Amazônia começa e o Nordeste termina” e “Adamatti Art” atraíram aproximadamente 150 pessoas. O público pôde interagir com os artistas, que passaram um pouco das experiências que culminaram nas exposições.

Quando participei do Projeto Rondon no Maranhão, em 2015, não tinha a intenção de fazer a exposição, pois desconhecia a realidade daquela região. Mas, quando tive contato com moradores e seu dia a dia, o olhar do jornalista falou mais alto”, comenta o jornalista Vagner Espeiorin, autor de uma das exposições. Ele contou com a curadoria da fotógrafa Cláudia Velho na montagem da mostra, que retrata a região entre a Caatinga e a Amazônia.

Guilherme Adamatti é o outro expositor participante. “Trabalho com esculturas desde 2015 e essa é a minha primeira exposição solo. O contato com as pessoas nos dá a oportunidade de poder explicar um pouco da técnica e da história de cada personagem. Isso é muito bacana”, pontua Adamatti.

Além da crítica social, as 18 fotografias em preto e branco de “Onde a Amazônia começa e o Nordeste termina” também estimularam o saudosismo na massoterapeuta Adig Celestino Neves, 63 anos. Ela se mudou do Amazonas para o Rio Grande do Sul aos 34 anos em busca de oportunidades. Na exposição, Adig teve a chance de revisitar o passado. “Lembrei da minha infância com todas as crianças brincando na rua. Como é uma região de muito calor, os banhos de rio são frequentes, como foi registrado nas imagens. Realmente me sinto emocionada”, comenta dona Adig.

Já para a pequena Isadora Machado Feijó, de seis anos, as exposições tiveram sabor de descoberta. Acompanhada dos pais, Eliane e Fábio Feijó, a menina se encantou com as esculturas do artista visual Guilherme Adamatti. “Gostei muito de ver os monstros. Até coloquei o dedo para ver se não eram reais”, confessa Isadora. artista trabalha com o conceito de “dioramas”, uma modalidade de apresentação artística que tem a finalidade de retratar um espaço ou habitat com extrema fidelidade.

Para a coordenadora da Unidade de Artes Visuais da Secretaria Municipal da Cultura (SMC), Mona Carvalho, as duas exposições abrem a percepção das pessoas ao propor novas experiências. “O intercâmbio de visitantes entre as exposições, além de didático por conhecer outra técnica e estilo, é enriquecedor ao captar a mensagem de cada mostra”, conclui Mona.

As exposições podem ser visitadas na Galeria e na Sala de Exposições do Centro de Cultura Ordovás até o dia 11 de março, de segunda a sexta-feira, das 9h às 22h; e finais de semana e feriados, das 16h às 22h. A entrada é gratuita.

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