Artigo: Diário do Médium – por Miguel Brambilla

945348_514730801913972_1862601426_nDiário do Médium: Bom dia. Muitos irmãos nossos, estão sofrendo as mesmas ansiedades sem saber porque. Misturamos em nossas rotinas, sentimentos da própria encarnação; problemas, necessidades, dificuldades; com as lembranças de vidas passadas pela própria movimentação mediúnica, em flashes, ações de obsessores, telepatia e captação de energias do grupo em que estamos reencarnados; que compõe amigos e inimigos em resgate. Tudo isso nos força pela fé, oração e disciplina a vontade pela transformação do ser, pela reforma íntima, pela evangelização, mesmo contra nossos maiores desejos e sonhos, que as vezes estão na direção contrária desta necessidade de mudança interior. Sim, somos médiuns. Na solidão, temos a impressão de que não estamos sós. Muitos irmãos estão nas clínicas de recuperação psiquiátricas, nos psicólogos, nos hospícios, ou andando pelas ruas atacados pelos inimigos de vidas passadas, derrotando-os por suas próprias fraquezas, executando vinganças e torturando algozes pelo mal ainda reinante em nossos corações rebeldes. São também médiuns. Chegará o dia que compreenderemos melhor esta sensação de instabilidade constante, amor e ódio em uma balança tão rápida que a medicina atual diagnosticou como “Transtorno Bipolar”. Em outros casos, de aceleração psíquica para a mente em evolução na busca do progresso constante e do resgate cármico, irmãos mais jovens nascem com o diagnóstico da “hiperatividade”. Mentes aceleradas em corpos necessitados de movimento e capacitação para absorverem mais sensações, trabalharem de forma mais ativa, com mais janelas da mente aberta e de forma mais produtiva. Acontece que a falta de compreensão mediúnica, torna esses queridos filhos de Deus, incompreendidos por nós, não por Ele. Incompreendidos por si mesmos, por que sofrem, pela lei do esquecimento na reencarnação, até que compreendam também a necessidade da recuperação do ser na linha do bem, com a caridade, o estudo da verdade que liberta e do amor que consola. Caem em depressão, tomam remédios fortes para se acalmar, tornam-se sociopatas geniais, incapazes de relações mais concretas, mais profundas. O tempo passa depressa e os sofrimentos continuam. Somos médiuns. Nas horas de crise, podemos estar profundamente inspirados com palavras maravilhosas, mas quando se afasta o consolo, o anjo da guarda, o irmão consolador, nos sentimos sós, carentes, abandonados como crianças rebeldes que não querem frequentar a escola longe dos pais. A mediunidade é um labirinto de energias em torno de nós, querendo entrar em sintonia conosco e se manifestarem. Baixas vibrações exigem paciência, são pesadas, compara-se a terraplenagem; ou a máquina é forte, vigorosa, dinâmica, ou precisa-se de paciência de médio e longo prazo, para que o terreno seja aplainado com a enxada da fé, os baldes de terra sejam carregados com a força do movimento constante, motivado pela oração e compreensão do futuro, livres de qualquer tipo de imediatismo. Médiuns são seres normais. A humanidade está amadurecendo para esta direção do desenvolvimento popular do sexto sentido. As distorções da mediunidade são também naturais. O político ardiloso usa o seu poder de oratória para a manipulação das massas ignorantes. O advogado inescrupuloso usa seu conhecimento jurídico para livrar criminosos das ações da justiça merecida. O médico conhecedor das leis da vida física, não se culpa de receber altos valores pelo aborto assassino. São utilizadores das energias da vida, do conhecimento, dos sentidos da negação do progresso, da luz e de Deus, que terão que voltar ao cenário do mundo, também com o dom da mediunidade, para resgatarem de si mesmo as sombras que fizeram para si. Sim, corremos este risco. O médium vai carregar o seu fardo até o final da existência. Vai renegar sua cruz, por que é espírito rebelde, vai desistir e recomeçar várias vezes durante o mesmo dia na sua relação com Deus, na sua convivência com Jesus. Não é anormal nossos canais mediúnicos ficarem “entupidos”, insensibilizados para a luz e prejudicados pelas nossas reincidências nas tendências primitivas de nossos atos. O médium é um vagalume espiritual no mundo material, precisando entender por que está sempre com os nervos à flor da pele e precisa orar constantemente e cavocar constantemente sua alma em direção as águas claras e profundas do amor incondicional. O médium carrega em si mesmo o grilhão de compreender a realidade espiritual com lucidez, entender as determinações Divinas com clareza, compreender no íntimo de sua alma por que as coisas estão acontecendo e ao mesmo tempo detestar tudo isso e até mesmo ter desejado não saber, viver na ignorância para poder, como os retardatários, os hipócritas, os alienados desfrutar da irresponsabilidade falsa da omissão, da silenciosa cumplicidade com a hipocrisia, com a insensibilidade dos que buscam a felicidade há qualquer preço, sem maiores sentimentos de empatia com o sofrimento alheio. Saber, significa não poder negar e o médium é informado da Vontade de Deus, por que pediu que esta sintonia fosse oferecida constantemente ao seu espírito, colocou em seu coração a vontade de progredir, pediu a assistência divina constante, e esquece-se constantemente de agradecer o tanto já recebido, até por que sabe que em muitas reencarnações desorganizou energias em benefício próprio e agora precisa ajustar-se com a lei. Existem muitas glórias na mediunidade bem praticada. Ela é a chave de libertação para o bem estar da alma. A paciência, a fé em um mundo melhor, a compreensão da grandeza de Deus, a força que humilha a alma e a torna vencedora do orgulho pela humildade e a inspiração que aparece quando menos se espera para que o consolo se torne um diamante bruto, lapidado pelas próprias reflexões da vida no atrito com a experiência cotidiana. Somos médiuns. Todos. Uns mais sensíveis do que outros. Como o sexto sentido em desenvolvimento, todos temos a glândula pineal, no centro do cérebro físico e espiritual, em contato com as dimensões no processo de evolução. Assim como santos e criminosos tiveram olhos, ouvidos e sentidos. Assim como almas livres e escravas  tiveram tato, fala e condições de verem o sol e escolherem a direção dos seus atos. Assim como cada um foi e sempre será construtor do seu próprio destino, é o exercício mediúnico e a relação com Deus na compreensão das dimensões da vida eterna, da imortalidade da alma e das forças energéticas que sustentam estes mundos, desde os planos inferiores a té a luz perfeita e o pensamento pleno, livre de qualquer forma de retenção, de obstáculo, na força plena da vida, quando a alma alcança a vida plena do seu ser, objetivo real da criação, se tornar a “Imagem e Semelhança de Deus Criador”. Para que sejamos isso, precisamos compreender o que somos destinados a ser. Ser médium é também ver o futuro, compreender mais convictamente os resultados da lei de causa e efeito e obrigar-se, por esse conhecimento primeiro mental, depois emocional, renunciar aos egoísmos e prazeres levianos que prejudiquem a si mesmo e ao próximo. Ser médium é ter em escalas infinitas os dons da profecia, como tiveram os grandes profetas da humanidade. Em escalas menores, e compreender que apesar do caos aparente, as coisas estão corretas e a semeadura de Deus não está abandonada num mundo sem coordenação, como se fôssemos uma obra do acaso andando sem direção no espaço infinito, até a completa extinção. Somos médiuns. Tem dias que gostaríamos de nos concentrar somente na luz, por que temos medos, ansiedades, atraímos pelo nosso próprio carma, seres em condições horrendas, sofredores ignorantes de si ou cruéis obsessores e mentalizadores do mal que conscientemente buscam nos prejudicar. Gostaríamos de colaborar com Deus em um mosteiro de paz e reflexão, onde nossas forças genésicas não sofressem as tentações da vida física, das carnes expostas, dos conteúdos de baixa vibração, das notícias do mal, das informações sobre irmãos que agem como animais, contaminados e responsabilizados porém por já terem um grau de consciência. Como não é possível, é preciso adequar a vida e a rotina da família, do trabalho, dos sonhos, das poesias, das orações, da musicalidade, dos desejos com as instabilidades mediúnicas, o médium que souber orar, que buscar Deus, que mantiver a sua fé, se tornará um exemplo de força e de consolação real. Se tornará para si mesmo uma testemunha de que na ora do desespero e da queda, Deus vai afastar de nossos caminhos as armas de autodestruição imediata, para que reflitamos em sua bondade e seu amor, assim como o bom pai afasta os perigos de seus filhos, mesmo os rebeldes, apesar de suas teimosias. Ser médium é chorar de cansaço e agradecer com alegria. Todos precisamos entender. Ser médium é estar vivo, mas uma vida plena, com luminosidade plena, emoções constantes e dinâmica interior. Ser médium é lembrar sempre que na pior das situações, existem sofredores que estão mais fortes e estáveis e que é preciso orar para se proteger e lembrar sempre do amor e da expressão: “Fora da caridade não há salvação”. Deus nos ilumine. Bom dia. Miguel Brambilla.

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