Dream Team enfim dá show, ganha aplausos e leva ouro na despedida dos Jogos

kevin-durant-comemora-bastante-outra-cesta-para-os-estados-unidos-armador-chega-a-300-pontos-marcados-em-olimpiadas-1471807709517_v2_615x300Enterrada, dribles e belas cestas de Kevin Durant. Bolas de três certeiras de Klay Thompson, jogadas envolventes, placar com folga e um time muito vibrante. Foi dessa forma que a seleção dos Estados Unidos venceu a Sérvia com um impiedoso 96 a 66, na Arena Carioca 1, neste domingo (21), e ganhou o ouro na competição que foi a última de disputa dos Jogos Olímpicos do Rio.

É a 15ª vez que a seleção norte-americana sobe no topo do pódio olímpico, a terceira consecutiva – e isso em 18 participações no torneio.

Depois de alguns jogos mornos e duros, como vitórias apertadas por três pontos sobre a própria Sérvia e a França na primeira fase, a equipe chamada de Dream Team fez o jogo em que tirou mais aplausos. Os jogadores, que em certas partidas pareciam desfocados e até displicentes, mostraram-se com outro ânimo nesta final, muito mais pilhados.

Cada disputa por rebote ou mesmo bola na lateral era como se fosse a última. O banco de reservas era vibrante como os de times que fazem jogos de playoffs da NBA. DeAndre Jordan, mais de uma vez, comemorou fazendo o “raio” de Usain Bolt e empolgou a galera na arquibancada.

Kevin Durant, estrela do time, esteve em forma espetacular na quadra: o ala recém-contratado pelo Golden State Warriors foi o “herói do título” e cestinha da final, com 30 pontos – 15 deles em arremessos de três. A atuação, aliás, quase lhe conferiu a quebra de um recorde próprio, o de número de pontos em uma só edição olímpica.

A Sérvia, sexta seleção do ranking da Fiba (Federação Internacional de Basquete), até largou na frente e fez um primeiro quarto parelho, mas, na reta final do período, os EUA assumiram a ponta para não largarem mais: os 10 minutos iniciais terminaram em 19 a 15 para os vencedores; no segundo, a diferença aumentou para 32 pontos; o terceiro quarto praticamente encerrou o duelo, com placar de 79 a 43; no fim, triunfo impiedoso por 30 pontos de vantagem.

Kevin Durant quase bate recordes

 

 

O camisa 5 do Dream Team foi soberano em quadra, e a apresentação quase lhe conferiu quebra de recorde próprio: Durant, nas sete partidas da Rio-2016 que antecederam a final, marcou 125 pontos. Com os 30 da decisão, chegou a 155. Ele é o maior cestinha dos EUA em uma só edição olímpica: em Londres-2012, o ala havia marcado 156 pontos. A marca quase foi batida.

Não foi por falta de tempo. No último quarto ele mal jogou, para dar tempo de partida ao banco de reservas. E também não foi por falta de oportunidade: no fim do terceiro período, fez cesta de rebote, com uma mão só, de dois pontos, que lhe renderia o recorde. Foi pouco fora do limite, no entanto, logo depois de o cronômetro zerar.

Com 30 pontos, ficou perto de bater outro recorde, este de Carmelo Anthony: o de jogador com mais pontos em uma só partida olímpica. Anthony tem a marca com 37.

O erro da Sérvia foi arriscar tudo no segundo quarto

 

 

A seleção europeia fez jogo de igual para igual com o Dream Team no primeiro quarto, apostando em um setor defensivo forte como base do plano de jogo. Fez o que fez na partida entre as equipes na primeira fase, na qual foi derrotada por diferença de apenas três pontos. No segundo período da final, no entanto, tentou arriscar para ser campeã: foi para cima dos EUA. E a nova estratégia se mostrou fatal: o time rival abriu irrecuperáveis 32 pontos no tempo inicial da decisão.

Méritos também para DeMarcus Cousins, o “operário” da final

 

 

Se Kevin Durant foi o “herói olímpico” da final, DeMarcus Cousins também merece reconhecimento pela atuação: o atleta, com um double-double, pegou 15 rebotes, sendo seis deles ofensivos para dar segundas chances bem aproveitadas para os EUA, e ainda marcou 13 pontos – atrás apenas de Durant no quesito.

Quem para o Dream Team?

 

 

No dia 1º de setembro, a seleção norte-americana de basquete completará 10 anos de invencibilidade. A última derrota foi para a Grécia, no Mundial do Japão de 2006, por 101 a 95, em uma semifinal. Em Olimpíadas a hegemonia é maior: não perde desde 2004, quando a Argentina a bateu por 89 a 81, também na semi.

 

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