Esperança e ação, em busca de luz – Por Luis Messias

7306_520877601299292_1934547785_nO dia a dia da vida atual, parece exigir cada vez mais esforço para que as coisas se mantenham organizadas. Cada dia que passa, parece consolidar-se a necessidade de administrar mais coisas. Dificuldades porém parecem se multiplicar no cotidiano e a força acumulada muitas vezes causa a impressão de não ser o suficiente para que se tenha o domínio supremo das coisas. Está cada dia mais difícil para muitos que não compreendem as leis da reencarnação, sobreviver em paz, em tranquilidade sem máculas.

Dizem as profecias, os evangelhos: “No mundo só tereis aflições”. Aflições que se transformam em doenças psicossomáticas, tristezas, depressões, medos e quedas morais e emocionais de toda ordem. Ganância, erros oriundos de desespero, mágoas. Tudo são fases. É preciso acreditar em algo além desta dimensão física como continuidade da vida, para que se tenha real esperança em dias melhores. Os dias melhores não nascem do nada, são frutos do trabalho, da mentalização constante, da força do pensamento, da riqueza de emoções, dos relacionamentos humanos, na utilização correta das leis de causa e efeito que regulam o Universo moral criado por Deus.

Falar, teorizar sobre estas questões é muito simples. Ligar as palavras numa linha de raciocínio filosófico que seja suficientemente convincente para alguns graus de razão, basta para se criar uma religião em torno de qualquer coisa. Talvez saudável.

Mais do que isso porém, é preciso saber como utilizar no presente o conhecimento da imortalidade da alma, das leis de reencarnação, da Moral Divina e das questões que envolvem estes fatos, para que os acontecimentos do cotidiano e o prazer de viver reflitam de forma concreta na realidade eterna do ser.

Dar passos concretos no progresso da vida espiritual, na escalada da evolução, exige flexibilidade filosófica, não relativismo moral. Erramos sim e erraremos ainda muitas vezes, em muitos momentos enfraquecidos pela força do carma e dos vetores soma dos relacionamentos paralelos que temos, oriundos também dos erros de outras encarnações. Medo de perder, necessidade de agradar, vontade de ser feliz há qualquer preço, comparações com outros, lentidão de raciocínio espiritual, apego ao imediatismo. Esses comportamentos emocionais são oriundos de influências claras e definidas psicologicamente pela ciência atual, mas também sofrem maior influência das forças cármicas ocultas. Obsessões, inspirações, intuições, reminiscências e razões que nem sempre são claras para a consciência embotada de forma relativa pelo esquecimento do passado.

Para que se tenha real esperança na transformação do ser, na evolução do pensamento, é preciso clarificar o ponto de vista da mente, focando as ideias na imortalidade da alma, na força absoluta da vida eterna e na certeza de que após a morte física do corpo, a vida do ser continua em outras dimensões da vida, com todas as suas nuances, positivas e negativas, de acordo com o grau de aprendizado de cada um, de acordo com sua capacidade já adquirida de compreensão das coisas que fazem o milagre da vida.

Sabem os seres no auge da evolução tecnológico-industrial, ou encaminhando-se para esta direção, acumular quinquilharias, energia coagulada em elementos de valor, jóias, dinheiro, bens materiais que dão para cada um a falsa sensação de segurança. A medida que o tempo passa, as energias físicas se desgastam, começa o ser a pensar nos reais investimentos feitos na utilização de seu tempo, e quando considera-se perdido o tempo, só resta focar os caminhos na nova e possível oportunidade de uma reencarnação futura.

Morto o corpo, porém, para onde vai o espírito?

O espírito vai para onde sua consciência o mandar, pela plenitude da lei da atração. Semelhante atrai semelhante. De acordo com o grau de consciência adquirida, haverá um mundo material, no plano espiritual, para acolher cada ser, de acordo com suas necessidades. Todo labirinto porém, criado por ilusões e dívidas morais é construído com a misericórdia e a benção de saídas caridosas e oportunidades magníficas de transcendência e evolução do ser em busca de dias e sentimentos melhores.

Sendo a vida eterna, nada há que temer quem quer que seja, onde quer que esteja. Sempre será possível recomeçar. Disse Jesus: “nenhuma ovelha se perderá”. Muitas ovelhas enegrecidas por atos terríveis, andam desgarradas da compreensão moral da vida. Não se coloque neste padrão de erros, a facilidade em amar estas pessoas.  A sociedade  vingativa da atualidade, já não ama, já não perdoa, já não ressocializa, ou já não pune com justiça lúcida. A sociedade atual, simplesmente quer desfrutar das conquistas materiais, do conforto gerado pela tecnologia e tentar conquistar a eternidade com gordas contas bancárias e grandes quantidades de patrimônio para se gozar com maestria infinitamente, enquanto é hoje porém.

Vive o ser humano na Terra, em fim de fase expiatória nesta dúvida, entre o céu e o inferno de si mesmo, entre a luz e a sombra de seu próprio coração, tentando se equilibrar de todas as formas em realidades e contextos que nem sempre se sustentam nas bases vibratórias das energias perfeitas. São os “castelos de areia”, que desmoronam quando as mentes doentias que sustentam padrões vibratórios inferiores são retiradas do plano que permite a manutenção da vibração, sempre com sentidos saneadores divinos. “Deus escreve certo por linhas tortas”. As cidades astrais sendo então reurbanizadas no planeta e seu em torno, vão aos poucos sendo retiradas e as energias transmutadas. Os espíritos de toda a ordem, infantilizados, ou atrofiados em seus graus de evolução, já estão sendo aos poucos conduzidos para outros planetas, de acordo com sujas possibilidades evolutivas, de acordo com as suas realidades reencarnatórias, mas sem jamais aniquilar os sentimentos da vida e do passado, sem jamais aniquilar a consciência acumulada. Esta descrição está também em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

Precisa saber o ser humano de onde vem, para onde vai, para dar sentido há sua vida. Suportar questões sociais, prisões e emoções, suportar o tempo de amadurecimento das coisas e andar de forma constante na procura da superação de si mesmo, acrescentando o bem no seu progresso material, aprendendo há utilizar o bem no seu desenvolvimento geral.

Esperança é uma palavra que está baseada em conceitos bastante relativos e fugazes muitas vezes. A psicologia materialista da esperança não resolve a questão do pobre material por exemplo, que nem em mil anos ganharia o que ganha talvez em um dia um craque esportivo, um grande empresário, um gênio da ciência, um artista da música ou do cinema. Como se consola e dá esperança para este cidadão rebelde? Como se consola e dá esperança para este pensamento que tão materialista quanto os ricos vencedores, sofre condições adversas de vida e realidade, sem explicar-lhe não para o seu conformismo, mas para sua resignação as leis da reencarnação?

É preciso aprender a ensinar sobre estas coisas com um maior grau de atratividade. Não apenas para satisfazer a curiosidade dos sofredores ou dos desesperados, mas como forma de estimular a prudência nos atos das pessoas, para a formação de uma melhor cultura e a construção de uma coletividade mais justa consigo mesma.

Para se encontrar a felicidade coletiva, é preciso compreender a necessidade de consolidar a felicidade individual de outra forma, ao contrário da que está estabelecida com bases no egoísmo. “Fora da Caridade não há salvação”, colocou Alan Kardec como base na codificação espírita, há mais de cento e cinquenta anos, quando a Revolução Industrial ainda estava em andamento e não apresentava seus efeitos.

Note-se, fazendo-se um parenteses para esta questão, que por muitos anos, séculos a humanidade andou lenta, mas em poucos anos, menos de duzentos, pulou do cavalo encilhado para as naves espaciais, tecnologias invisíveis, redes de informação mundial e logo chegará ao teletransporte e a capacidade de editar em alguns pontos, não todos, as questões temporais do futuro, do passado, e da manifestação das luzes, fotos, prótons e energias do presente.

Quem observar com relativo cuidado o avanço da inteligência física, em sistemas, processos de desenvolvimento industrial e questões de pesquisa e a velocidade de multiplicação do conhecimento, compreenderá que não é um simples desabrochar linear do pensamento da humanidade em desenvolvimento, mas o enxerto de espíritos evoluídos que voltam ao plano físico como missionários pela autorização e permissão divina, apresentando-se para acelerar o progresso das coisas, oferecendo a  oportunidade para a criação de um novo Éden de conforto tecnológico e emocional ou o mergulho em uma nova era de destruição atômica, como aconteceu regionalizadamente no passado das civilizações atlantes, exilados e recalcitrantes de guerras de outras épocas, estrelas e dimensões.

É bem fácil observar, quando acredita-se de forma convicta nestas realidades astrais, que as misturas coletivas na origem dos espíritos é misericórdia divina. Porém, o próprio Deus Criador administra, mas não interfere de forma arbitrária no destino dos seus filhos, sendo que o livre-arbítrio é o principal patrimônio da evolução do espírito eterno, indestrutível, imortal, caminhando para a herança de sua felicidade absoluta, para além das linhas temporais e das prisões dimensionais limitadoras da consciência, relativistas e limitadas. Fardo para os rebeldes, resignação para os que já compreenderam os fatos.

Concluindo relativamente, por que filosoficamente nunca se conclui. Esperança é um conceito temporal constantemente atualizado, é preciso entendê-la a partir de pontos de vista ajustáveis de acordo com a aceitação e compreensão do tempo. Mas, não existe esperança real, sem fé em Deus e compreensão mesmo que relativa da vida eterna do ser.

 

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