O Estado Democrático de Direito, a corrupção e a mídia com posturas…Por Miguel Brambilla

FRATERLUZ - Prece do Anjo Ismael (o Protetor do Brasil)Esquerdistas fundamentalistas, organizados em partidos ou sindicatos, seguem com o mantra: “Em Defesa do Estado Democrático de Direito”, e agora reclamam também do chamado “golpe midiático” contra os acusados que não “podem” se defender de suas mazelas, aliás, cada vez maiores. É preciso que se pergunte: Qual é o golpe? Quem não pode se defender?

Todos podem. Não há parcialidade nenhuma nos veículos de comunicação, diga-se TODOS que trabalham seriamente no Brasil, que não são comprados para distorcer a moral e a Constituição Brasileira.

Mentir, não é defender-se. Negar não é defender-se. Atacar os investigadores e juízes, não é defender-se. Acusar golpe pela insatisfação popular, pacífica e livre, não é defender-se.

Mas incrivelmente, uma teimosia renitente, primitiva e corporativa prevalece nestas pessoas e instituições que usam referências ao tempo da ditadura militar, que são bem diferentes dos atuais.

Estes cidadãos que reclamam da mídia, se referem aos tempos de ditadura, mas gostariam de censurar a mídia quando a notícia não agrada, e não agrada pelos fatos e análises sobre os fatos, nada além disso, se contradizem todos os dias neste sentido, falando em “Estado Democrático de Direito”.

Lula acusa em público e faz ameaças e age para abafar a verdade e não explica nada de suas ações e move uma massa de acéfalos pagos ou não, beneficiados financeira ou ideologicamente pelos seus esquemas de corrupção, e a choradeira em nome da liberdade que não está restrita, está apenas em exercício segue sendo questionada?

O Brasil evolui para o jornalismo de posição, onde se aponta com vigor rumos coletivos, tendências sociais, se denuncia fatos políticos e corrupção e se toma partido em nome da consciência coletiva, assumindo-se postura em nome da razão e da verdade e defendendo-se a ordem quando necessário e sempre que for. Não é possível ficar parcial diante de tanta desfaçatez política e civil, com crimes de toda ordem, praticado por autoridades eleitas e ex – autoridades que se julgam eleitas ao Olímpo do inatingível e longe da vida normal e igual para todos em uma nação verdadeiramente livre e de um estado democrático de direito realmente forte.

Tomar posição na vida é vital, é essencial. A esquerda brasileira e no mundo todo não aceita que  acusa golpe toda vez que os fatos e as notícias vão contra seus interesses muitas vezes conquistados de forma maquiavélica e inescrupulosa, como provou a Polícia Federal, após a divulgação dos grampos do ex-presidente Lula, conversando com autoridades e manipulando mundos e fundos para voltar ao comando oficial do poder que extra – oficialmente já vinha exercendo, ameaçando, pressionando e até mesmo zombando quando pressionando por suas bases, como se pode ver em conversa de Lula com a CUT, quando Lula fala do seu “estado maior”, em tom de gozação, diante da seriedade e urgência do sindicalista no outro lado da linha, alertando para as pressões que vinham de baixo, cobrando posições de Lula.

É difícil porém acreditar quem algum esquerdista leia estas palavras até o fim, por que acreditam que já leram tudo o que precisavam na história da humanidade, ou seja Karl Marx e O Capital, único livro que acham justo sendo todo o resto golpe midiático, até mesmo a biografia do próprio autor, não há como argumentar.

Quando as explicações forem lógicas, claras e não ferirem a moral e o bom senso dos cidadãos de bem, a imprensa seja ela qual for, tem o direito também de mudar de opinião e mais do que isso, a obrigação de defender os fatos.

Infelizmente não acontece isso. O governo Dilma, o PT, Lula, só afundam em artimanhas e pressões populistas e autoritárias e tentativas de enfiar a verdade falseada e distorcida pela garganta abaixo dos cidadãos, fica impossível encontrar um argumento sólido em defesa deste grupo que tenta avermelhar as cores da bandeira do Brasil e os brasões da República, até mesmo os que foram indevidamente fechados em cofres e containers pelo ex-presidente.

Como em uma briga de casal, só se acusa a forma como as provas foram obtidas. Até agora em sua maioria lícita, porém, não se explica os flagrantes, as traições, as testemunhas e todo o resto que comprove o repetido adultério.

O que quer esta esquerda aparelhada, financiada e sindicalizada em nome do Estado Democrático de Direito? Defender foros privilegiados como no tempo do Império? Não há mais o que dizer que não seja repetido.

É justo e necessário tomar posição e infelizmente para os bons, seguirão pagando pelos maus, o que significa que aqueles que representam ainda a sigla que mais desiludiu o Brasil e causou a maior investigação e o balanço de corrupção da história da nação, defende seus princípios e faz parte do mesmo DNA ideológico deste grupo político, atualmente liderado por uma sigla maior, capaz sim de tomar no microcosmo político atitudes corporativas semelhantes e defender ilicitudes ou distorcer acordos e regras, acusando toda vez que contrariado, repremido ou denunciado, golpe por parte dos oponentes.

A realidade atual nada se parece com a época do golpe militar. Golpe é falir o Brasil em nome de interesses pessoais. Enfim…o abismo entre quem compreende a gravidade do momento e os que querem ainda abraçar o passado recente e relativamente lucrativo pelo discurso de vítima e apropriação de minorias não vai ser preenchido, nem mesmo pela nova ordem que surgirá após a operação Lava-Jato e a coerência jurídica do Ministério Público de Curitiba, que quiçá, deve fazer escola e se espalhar pelo Brasil para sempre.

Eles continuarão por muitos séculos escrevendo e reescrevendo seu próprio “evangelho”  onde vão se considerar os perseguidos da história e as vítimas dos “coxinhas golpistas”. Lula continuará sendo por muitas gerações o herói, “mártir da burguesia” e da disciplina militarista que arredaram a representação operária do poder.  Não há saída.

Vergonha, consciência, bom senso, são frutos de reflexões profundas que dependem de muitas coisas, que vão desde as idiossincrasias familiares, o consciente e o inconsciente coletivo, os comportamentos grupais, o caráter individual, as opções religiosas, o grau de sensibilidade, as experiências de vida, a profundidade ou não da ingenuidade pessoal e assim por diante.

Lula usou muita gente ao seu favor, exatamente como usam pessoas inescrupulosas. Usou lideranças para se defender, sem pensar na idolatria que depositaram sobre sua imagem. Vide sua conversa com o Senador Lindenbergh Farias, do PT, quando o parlamentar exulta ao falar com o “mestre”, percebendo-se claramente que Lula fala e ouve, deixando que o próprio interlocutor se comprometa com sua capacidade indescritível de manipulação e sua intensa capacidade de observar os sentimentos alheios de forma prudente e silenciosa, usando em seu favor aquilo que magos, hipnotizadores, psicopatas, malandros e líderes grandiosos conseguem, independente de seus objetivos e de seu caráter. Isso, é admirável é realmente digno de respeito, um talento de Lula, que sem medir esforços aprendeu a chegar em seus objetivos desta forma e conseguiu.

O debate vai continuar. Mas a verdade é uma só. A casa caiu….

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