Troian é cidadão caxiense

O produtor cultural Claudio Troian recebe no próximo dia 6 de novembro, às 19h, o título de Cidadão Caxiense, conferido pela Câmara dos Vereadores de Caxias do Sul.

A proposição da vereadora Denise Pessoa considerou o vasto histórico de atuação de Claudio Troian na área cultural, bem como suas fundamentais contribuições para o desenvolvimento e qualificação da  cena cultural na Serra Gaúcha.

Sobre Claudio Troian

Nasceu em Porto Alegre em 25 de maio de1952 e morou por anos na Ilha do Pavão localizada no  Lago Guaíba onde o pai trabalhava no Clube de Regatas do Grêmio Náutico União. Dali surgiu seu encantamento pelas águas. No futuro iria morar por vários anos próximo de águas, na Ilha de Florianópolis, na Ilha de Vitória e Rio de Janeiro.  Seus filhos também nasceriam em próximo das águas: Rodrigo, o manezinho da Ilha, e Ananda, a capixaba.

As águas lhe acompanhariam na vida e – o espírito da primeira Ilha – o espírito do Pavão – também, sempre presente na performance.

Sua vocação para alinhavar pessoas em projetos fascinantes começou aos 14 anos, quando então morador de Bento Gonçalves organizava passeios com a  vizinhança para pique-niques às margens do Rio das Antas.

A música também sempre esteve presente. Nas memórias da mãe cantora e do avô acordeonista que promovia saraus musicais na Zona Norte de Porto Alegre  a cada semana, do qual o menino Claudio não abria mão de participar.

Mudou-se para Bento Gonçalves em 1962, aos 10 anos e ali a vida mudou. Precisou se empoderar para driblar o preconceito com o sotaque  portoalegrense e as ideias de vanguarda. Aos 14 anos foi aluno da consagrada Ana Maria Mazzoti e aos 16 anos foi convidado a participar como músico profissional do “conjunto” musical de baile. O repertório preferencial do então cabeludo Claudio Troian era Beatles – como não podia de ser.

Foi músico profissional contrabaixista dos 16 aos 25 anos no mais puro rock’n’roll. Neste período integrou a banda Kaos e participou de festivais nacionais de rock, dividindo palco com Rita Lee, O Terço e O Som Nosso de Cada Dia, entre outros.

Depois da música iniciou nova carreira profissional como redator de programas tele-educativos na Fundação Educacional Padre Landel de Moura. Na sequeência, atuou profissionalmente como jornalista onde exerceu as funções de repórter, redator, editor e proprietário de jornais e revistas ao longo de 12 anos.

Por 20 anos atuou como publicitário em agências de propaganda.

No teatro foi roteirista, ator, diretor e produtor. No cinema, foi ator em cinco curtametragens.

É produtor cultural – promotor, produtor executivo e agente cultural – há mais de 40 anos. Especializou-se em projetos de leis de incentivo à Cultura. No Cadastro Estadual De Produtores Culturais figura com o número 712 , em 28 de julho de 1998.

Através de leis de Incentivo, aprovou e administrou 48 projetos literatura, 29 em música, 15 em cinema e vídeo, 16 em eventos e festivais, cinco em artes visuais e 4 em folclore e artesanato e dezenas de outras produções independentes.

Sob sua coordenação aconteceram edições da Feira do Livro de Porto Alegre e da Fenachamp, de Garibaldi, Natal de Bento Gonçalves, show de Chico Buarque de Holanda, show da Xuxa.

Em Caxias foi produtor da Orquestra Municipal de Sopros e produziu espetáculos de artistas consagrados tais como Oscar dos Reis, Leo Ferrarini, Paulinho Cardoso, Maikol Nora, entre outros.

Na literatura produziu livros para vários escritores. Para citar alguns, estão Marcos Fernando Kirst,  Ciro Fabres, Maristela Deves, Bernardhete Zardo, Gerda Bornheim, Bruno Atti Serafine Alessandro Valim com o livro sobre os 70 Anos da Rádio Caxias.

Até o final do ano pelo menos três novos livros com a obra do poeta escritor e fotógrafo Ary Trentin, a biografia do agrônomo e naturalista Jose Zugno e um livro especial sobre a história recente da Maesa.

Através de projetos de  Claudio Troian, as praças de Caxias do Sul ganharam magníficas esculturas em bronze da artista Dilva Conte. Na Praça central, a Beatricce segue lendo a Divina Comédia sob o olhar apaixonado de Dante Aliguieri. Na praça Formolo, o Anjo Samuel derrama bênçãos sobre o solo de Caxias consolando os que perdem seus entes queridos.

É Diretor Operacional do Cineserra – Festival do Audiovisual da Serra Gaúcha (criado em 2013). Vice-presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Caxias do Sul titular cadeira Literatura 2018/2020.

Membro da Caxias Film Commission (suplente na cadeira do Cineserra – Festival do Audiovisual da Serra Gaúcha).

Sócio Honorário da Associação de Artistas Plásticos da Serra Gaúcha.

Um dos organizadores do Órbita Literária de Caxias do Sul.

Membro do Movimento Aldravista de Caxias do Sul.

Membro da Confraria de Arte da Serra Gaúcha – ArteQuadros.

ENTREVISTA COM CLÁUDIO TROIAN: 

 

 

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