Secretaria de Obras orienta comunidade para prevenção de alagamentos

Sistema de drenagem respondeu satisfatoriamente a fortes chuvas de outubro

O sistema de drenagem pluvial de Caxias do Sul respondeu satisfatoriamente aos constantes episódios de chuva registrados ao longo de outubro na cidade, conforme avaliação da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Smosp). No entanto, algumas ocorrências pontuais são verificadas em virtude de fatores bem delimitados: entupimento de bocas de lobo e do escoamento de córregos em virtude do acúmulo de lixo; áreas propensas a alagamentos e construções irregulares.

Nas bocas de lobo, geralmente são encontradas garrafas e sacolas plásticas, além de fezes de animais, terra e material de construção, como areia, cimento, brita e pedaços de tijolos. Nos córregos e canais, são encontrados resíduos maiores, como troncos de árvores, estofados, pneus, colchões, móveis, sofás, eletrodomésticos (como televisores, geladeiras, fogões), capacetes, churrasqueiras, animais mortos, além das já costumeiras sacolas e garrafas plásticas. No temporal que ocorreu na metade do mês, mais de 100 toneladas de resíduos foram retiradas da tubulação em uma rua do loteamento Canyon.

Nesse sentido, em 2018, foram feitas 1.456 intervenções nas redes de drenagem (tubulação e caixas), envolvendo especialmente a necessidade de troca de tubos. A maior parte das ocorrências se deve ao acúmulo de lixo. O ano também teve pelo menos 531 consertos e limpezas em bocas de lobo. Somente em 2019, até setembro, já foram 1.258 intervenções nas redes e 492 nas bocas de lobo, com retirada de resíduos e consertos pontuais. As limpezas com caminhões hidrojato, que utilizam jatos de água para desentupir o sistema, somam 279 operações neste ano.

“Uma boca de lobo entupida, por exemplo, poderá causar problemas pontuais como alagamentos na quadra ou até na região toda. Já os problemas em córregos e canais são mais graves, pois causam destruições maiores (como no Canyon), uma vez que a água vem com maior volume e velocidade. A Smosp faz a limpeza constante de ambos”, explica o secretário de Obras, engenheiro Leandro Pavan.

Outras questões dizem respeito à construção de moradias em áreas impróprias, como sobre redes de drenagem ou abaixo do nível da rua, ou ainda sem acompanhamento de profissional de engenharia e sem carta de Habite-se, expedida pelo Município. Nesses casos, não se trata de insuficiência na capacidade de drenagem instalada pela prefeitura, mas de situações em que o próprio morador se expõe a possíveis alagamentos.

Investimentos em drenagem

Somente nos últimos três anos, além de manter e aperfeiçoar as manutenções, a prefeitura trabalhou em novas obras de drenagem. Foram investidos R$ 3 milhões na construção de um tanque com capacidade para armazenar 4,4 milhões de litros de água, contendo a captação de seis bairros e evitando alagamentos nas regiões dos bairros São José, Pio X e Santa Catarina. Além disso, o Município construiu uma galeria nova na Avenida São Leopoldo e está implantando uma rede de macrodrenagem na rua Gerson Andreis, no bairro Cidade Nova, local historicamente alagadiço. A Smosp ainda projetou um túnel de macrodrenagem que contemplará 15 bairros, num investimento de R$ 28,5 milhões que beneficiará 180 mil moradores. A iniciativa está na fase de captação de recursos.

O setor de Saneamento da Smosp conta com 16 equipes, sendo 12 de manutenção e quatro de suporte (hidrojateamento e caminhões especializados em cargas – munck). O serviço de desobstrução de bocas de lobo por conta do excesso de lixo depositado ocorre continuamente, com todas as equipes. Intervenções maiores, como limpeza de córrego e substituição de tubulação, por exemplo, não custam menos de R$ 30 mil aos cofres públicos por vez, considerando material, maquinário e pessoal (como foi feito no loteamento Canyon, recentemente).

Orientações para a comunidade

Não descartar resíduos nas ruas e nas bocas de lobo
Colocar os lixos orgânico e seletivo em seus respectivos contêineres
Em áreas não conteinerizadas, colocar o lixo na rua somente no horário próximo à coleta (verificar no site da Codeca)
Não varrer a sujeira da calçada para dentro da boca de lobo
Não depositar areia, brita ou pó de brita sobre o passeio público sem a devida proteção lateral para evitar que a água leve o material
Não deixar móveis/eletrodomésticos nas ruas ou nos córregos e canais. É preciso levar à Codeca ou combinar a retirada pelo telefone (54) 3224.8000. Ele será reaproveitado, quando possível, ou encaminhado para descarte adequado
Não construir em áreas públicas, dentro de passagens naturais da água ou criar habitações improvisadas em porões abaixo do nível da rua
Ter acompanhamento de profissional de engenharia durante construções ou reformas
Acionar a prefeitura pelo telefone 156 em caso de necessidade

 

Fotos: crédito conforme arquivo

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