Hospital Geral solicita ajuda aos municípios da região

Encontro contou com a presença de prefeitos e secretários da Saúde para assinatura de moção em apoio a projeto para obtenção de recursos de ampliação da estrutura; dados do desequilíbrio financeiro também foram abertos aos participantes de reunião que ocorreu na sexta-feira, dia 4 de outubro.  

Reitor Evaldo Kuiava

A situação econômica e financeira do Hospital de Geral de Caxias do Sul mobilizou prefeitos e secretários municipais de dez cidades de abrangência da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde. Em encontro realizado no próprio hospital, o presidente do Conselho Diretor da Fundação Universidade de Caxias do Sul, José Quadros dos Santos, o reitor da UCS, professor Evaldo Antonio Kuiava, e o diretor-geral do HG, Sandro de Freitas Junqueira, demandaram dos participantes um posicionamento ativo junto à bancada federal gaúcha para a ampliação do Hospital e também em favor do equilíbrio financeiro da entidade.

O projeto apresentado pelo Hospital Geral à bancada gaúcha na Câmara Federal prevê o aporte financeiro de R$ 15 milhões. Os recursos vão contemplar o aumento de 70% da área física e de 60% da capacidade assistencial do hospital, criando 128 novos leitos (87 de internação e 41 de UTIs adulto, pediátrica e neonatal). Com isso, o total de leitos passa dos atuais 227 para 355, sendo 275 de internação e 80 de UTIs.

O diretor-geral do HG, Sandro de Freitas Junqueira, abriu a reunião de trabalho, destacando a importância de que os representantes dos municípios organizem suas bases para buscarem apoio dos parlamentares da bancada gaúcha. Ao todo, 44 projetos estão em análise junto à bancada, e apenas 17 deles serão elegidos com recursos.

Os representantes da região se comprometeram a assinar uma moção de apoio que será encaminhada aos deputados federais gaúchos.

Durante o encontro, também foi solicitada a ajuda da comunidade regional para o equilíbrio das contas do Hospital Geral. Desde sua criação, o HG apresentou um deficit acumulado de R$ 29.861.280,24. Para 2019, um desequilíbrio operacional está previsto em R$ 8,5 milhões.

“A Fundação acaba cobrindo o deficit do Hospital Geral. Ou resolvemos esse problema orçamentário, ou vamos ter que reduzir a estrutura”, destacou o reitor da UCS, professor Evaldo Antonio Kuiava.

O presidente do Conselho Diretor da Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS), José Quadros dos Santos, foi enfático em sua fala: “Se não acharmos uma solução, nós vamos falir, pois estamos bancando a saúde regional sem sombra de dúvida, o que seria papel do Estado, dos municípios e da União”. Ele ressaltou que o encontro teve o objetivo de ampliar a transparência da situação, dando um panorama amplo dos números que envolvem o Hospital Geral.

Quadros alertou que a FUCS retira da educação recursos para cobrir os custos da saúde. Ao longo dos anos, destacou que essa prática possibilitou a injeção na entidade hospitalar dos praticamente R$ 30 milhões negativos registrados – sem levar em conta a correção inflacionária. “Se fosse num contexto privado, seria recomendado o fechamento do negócio, mas como seria para a região não ter o HG? Seria desastroso”.

Ele reforçou o apelo para que toda a região colabore com o Hospital e demonstrou que o envolvimento comunitário pode resolver a situação, tanto que a Fundação, em nenhum momento está dando passos para trás, mas olhando para frente, pensando em termos de ampliação, para melhorar a qualidade da saúde na região.

 

Um hospital de excelência e acreditado

O Hospital Geral de Caxias do Sul presta serviços de saúde a 49 municípios da região, compreendendo uma população de 1,2 milhão de pessoas. Entre os hospitais do Rio Grande do Sul, é o 7º em internação de média e alta complexidade – ocupa a segunda posição no interior do Estado.

Além do volume de atendimento, destaca-se pela qualidade de seus processos. O HG possui acreditação nível III, considerado de excelência. Apenas cinco hospitais gaúchos contam com essa certificação. Pesquisas têm demonstrado a satisfação com o atendimento: entre os pacientes, o índice chega a 95%. Levantamento de 2018 também indicou a alta confiabilidade do Hospital.

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