ROTA 2030 Empresas automotivas conheceram oportunidades do programa durante seminário no SIMECS

“O Programa Rota 2030 é uma realidade no setor automotivo e as empresas deste segmento precisam ficar atentas às oportunidades de participação”. Foi o que afirmou Ricardo Zomer, Coordenador do Programa Rota 2030 do Ministério da Economia, ao participar direto de Brasília do Seminário realizado nesta quinta-feira (13), evento promovido pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico – SIMECS, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) do RS. O Seminário Perspectivas e Oportunidades do Rota 2030 para a Cadeia Automotiva lotou o auditório do SIMECS através de um público composto de empresários e executivos das empresas representadas pela entidade. Conforme Zomer, o Rota 2030 é o programa que define regras para a fabricação dos automóveis produzidos e comercializados no Brasil nos próximos 15 anos. Ou seja, é este conjunto de normas que passa a determinar o quanto as fabricantes instaladas no Brasil precisarão investir. E isso determina o quanto os modelos serão avançados, econômicos, seguros e quanto vão custar a partir de agora. Dentre os pontos do Rota 2030 constam: novas metas de eficiência energética dos modelos aqui vendidos; quais itens de segurança se tornarão obrigatórios nos próximos anos; quais novas tecnologias serão desenvolvidas aqui obrigatoriamente.

Apresentação sobre os Desafios e oportunidades do Programa Rota 2030

 Voltado para o setor automotivo e de autopeças, o evento abriu com o tema: Desafios e oportunidades do Programa Rota 2030. A apresentação esteve a cargo de Francisco Tripodi, Sócio-Diretor da Pieracciani Consultoria. Segundo ele, foi realizado um diagnóstico junto à 150 empresas do setor automotivo, entre as quais: autopeças, montadoras sistemistas e outros. Do total de empresas consultadas, 86,2% não se habilitaram ao programa e apenas 13,8% já se habilitaram. Trípodi enfatizou que as atividades necessárias para o Rota 2030 podem ser divididas em três grandes pilares, ou seja: estratégica, gestão e operacionalização e prestação de contas. Com relação ao Pilar Estratégia, as montadoras estão estruturadas, porém não estão certas de que os incentivos justificam as obrigações que terão que assumir. Por sua vez, as autopeças não estão estruturadas mas pretendem utilizar os incentivos. Já os sistemistas estão estruturados e têm previsão de usufruir os incentivos. Quanto ao Pilar Gestão e Operacionalização, as montadoras têm dificuldade na gestão de portfólio e reclassificação mensal dos custos, apesar dos seus processos robustos para gerir o programa. Enquanto isso, as autopeças apresentam dificuldades para caracterizar as iniciativas inovadoras em projetos e gerir incentivos. Por outro lado, os sistemistas têm dificuldades para reclassificar os gastos mensalmente. Dizem ter estrutura para gerir e operacionalizar o programa. Por fim, quanto ao Pilar Prestação de Contas, as autopeças apresentam dificuldade na rastreabilidade das informações e não possuem um repositório de arquivos. Por sua vez, as montadoras têm rastreabilidade , mas não têm processo para montar os books de evidências. Já os sistemistas disseram ter estrutura e processos definidos para cumprir a prestação de contas. Ficou claro que as empresas, de uma maneira geral, não têm uma plataforma de gestão dedicada ao Rota 2030.

 Apresentação sobre Veículos Híbridos, Cenário e Perspectivas

 Também foram discutidas a eletromobilidade e as perspectivas para a cadeia automotiva, em palestra sobre veículos híbridos, conduzida por Thiago Sugahara, Gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Toyota do Brasil. Conforme ele até 2030, de 15% a 30% da frota de veículos vendidos no Brasil será híbrida ou totalmente elétrica. Isso demonstra que, cada vez mais, as pessoas estão interessadas em conhecer mais sobre um veículo eletrificado e seus benefícios. A Toyota, uma das principais montadoras do mundo, foi pioneira em produzir e comercializar o primeiro híbrido em escala mundial, o Prius. “Num primeiro momento, é preciso que o consumidor tenha o conhecimento a respeito do que é um veículo eletrificado, conheça os seus benefícios e tenha segurança para incorporar este tipo de tecnologia na sua rotina. No caso da Toyota, diversas atividades para o público envolvendo a tecnologia híbrida têm sido realizadas ao longo dos últimos anos. Por outro lado, com base no que já foi feito em outros países para tornar possível a introdução de veículos eletrificados em seus mercados, também é importante investir em políticas públicas estaduais que incentivem e estimulem a produção nacional”, afirma Thiago Sugahara. Até o fim do ano, a Toyota deverá produzir o primeiro veículo flex híbrido de eletricidade e etanol no Brasil. O objetivo é exportar os carros para outros mercados, “A produção de veículos a combustão terá muitas restrições nos próximos anos. Temos que nos preparar para o cenário de carros elétricos”, concluiu.

 

-Fonte: Assessoria de Comunicação SIMECS

-Fotos: Camilo Siqueira

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