Itamaraty condena violência na fronteira e chama Maduro de ditador

O Ministérios das Relações Exteriores divulgou nota na madrugada deste domingo (24.fev.2019) sobre os conflitos na fronteira. Segundo o Itamaray, “os atos de violência perpetrados pelo regime ilegítimo do ditador Nicolás Maduro” foram criminosos.

O governo brasileiro também apelou aos países que ainda não reconheceram o líder opositor Juan Guaidó como presidente autodeclarado a “somarem-se ao esforço de libertação da Venezuela, reconhecendo o governo legítimo de Guaidó e exigindo que cesse a violência das forças do regime contra sua própria população”. Leia a íntegra da nota.

A pasta é comandada por Ernesto Araújo. O chanceler brasileiro está em Pacaraima (RR). Neste sábado, ele negou que a operação de levar alimentos e medicamentos aos venezuelanos tenha qualquer razão intervencionista.

Segundo ele, Nicolás Maduro usa o argumento de risco de interferência como “cortina”. Araújo salienta que “o conceito de não interferência não existe para isso. Existe para assegurar a cooperação, a estabilidade internacional e não para permitir que um regime ditatorial mate de fome seu povo”.

Os confrontos resultaram em 285 pessoas feridas, sendo 255 venezuelanos e 30 colombianos. Pelo menos 3 pessoas morreram no hospital da cidade de Santa Elena de Uairén, que fica a 15 km da fronteira com Pacaraima.

A ação de ajuda humanitária realizada neste sábado foi coordenada por Guaidó. Ele comprometeu-se a fazer chegar os alimentos em solo venezuelano a partir de diversos locais na fronteira. O governo brasileiro enviou 2 caminhões com alimentos básicos e kits de primeiros-socorros.

Maduro mandou fechar as fronteiras do país com a Colômbia e o Brasil na 6ª feira.

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