Mutirão aumenta em 22% oferta de cirurgias eletivas pelo SUS em Caxias do Sul

Secretaria Municipal da Saúde autorizou a realização de 255 procedimentos até o fim do ano

Um mutirão de cirurgias eletivas é a nova proposta da Prefeitura de Caxias do Sul para diminuir filas de espera nos serviços de saúde. A iniciativa deve contemplar 255 procedimentos até o fim de 2018. A viabilização, determinada pelo prefeito Daniel Guerra, ocorre de forma inédita. Ela abrange as áreas de ginecologia, urologia, otorrinolaringologia, ortopedia, cirurgia geral e vascular, que estão entre as especialidades com maior demanda. Os atendimentos começaram em outubro e seguem até o fim de dezembro.

As cirurgias eletivas são aquelas que podem ser programadas, ou seja, que não têm urgência. Elas são realizadas pelos hospitais Geral, Pompeia e Virvi Ramos, conforme a habilitação de cada instituição, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). A diretora do Departamento de Avaliação, Controle, Regulação e Auditoria (Dacra) da SMS, Marguit Meneguzzi, explica que esses procedimentos seguem ocorrendo normalmente, respeitando-se os critérios de prioridade dos pacientes e o quantitativo contratado com cada hospital. O mutirão, portanto, está ofertando cirurgias extras, para que haja real redução da demanda reprimida. “Além das cerca de 375 cirurgias feitas mensalmente de forma habitual pelos hospitais, nas seis áreas contempladas no mutirão, serão feitas mais 255, aproximadamente, neste período de três meses, ou mais 85 por mês. Em média, um aumento de 22%”, esclarece.

Quando o mutirão iniciou, a fila de espera para os procedimentos de ginecologia, urologia, otorrinolaringologia, ortopedia, cirurgia geral e vascular somava 1.748 pacientes. Segundo o secretário municipal da Saúde, Júlio César Freitas, a redução da demanda reprimida será, portanto, de 8%. “Cerca de 255 pacientes terão, enfim, sua queixa atendida. Melhorar a vida de pessoas, oferecendo uma saúde pública de qualidade, é compromisso desta administração, que trata como investimento os recursos investidos nesta área”, afirma.

O secretário diz que a estratégia de promover mutirões para ampliar o acesso aos serviços deve continuar. “Este é o primeiro mutirão de cirurgias do município. Como são procedimentos extras, ou seja, além dos habitualmente realizados, temos que respeitar o limite da capacidade física instalada dos hospitais. Nossa intenção é oportunizar outros nos próximos anos, a exemplo do que estamos fazendo com as consultas especializadas e do que já fizemos na área da odontologia”, declara.

Os próprios hospitais estão chamando os usuários cujas cirurgias já foram autorizadas pela SMS. A prioridade é por aqueles que aguardam há mais tempo, respeitando-se também o estado clínico do paciente, ou seja, se ele está apto a passar pelo procedimento de imediato. Até o momento, 204 cirurgias já foram feitas. Outras 50 devem ocorreraté o fim deste mês.

Júlio Freitas destaca ainda a parceira com os hospitais. “Propusemos o mutirão e os hospitais apoiaram a iniciativa. Tivemos algumas reuniões, com a presença do prefeito Daniel Guerra, para alinhar detalhes da proposta e, hoje, já podemos comemorar os resultados. O apoio dos prestadores do serviço foi fundamental”, conclui o secretário.

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