Luiz Carlos Heinze do PP e Paulo Paim do PT foram eleitos senadores pelo Rio Grande do Sul

O deputado federal Luis Carlos Heinze (PP) foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul com 21,94% dos votos válidos. Ele vai ser colega do atual senador Paulo Paim (PT), que foi reeleito com 17,75%.

Ex-deputado federal e ex-candidato à vice-Presidência em 2014 na chapa de Marina Silva, Beto Albuquerque (PSB) ficou em terceiro lugar, com 16,23% dos votos. Carmen Flores (PSL) obteve o quarto lugar, com 14,33%. O atual deputado federal José Fogaça (MDB) também perdeu a disputa, ficando com 13,88% dos votos.

Um dos principais líderes da bancada ruralista, Luis Carlos Heinze foi vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária. Ex-prefeito de São Borja, o futuro senador ocupa o quinto mandato como deputado federal. Ele é formado em engenharia agrônoma e produtor rural.

Heinze se envolveu em uma polêmica após um vídeo de um discurso seu gravado em uma audiência pública vir à público. Nas imagens, ele critica o então ministro da secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e cita os homossexuais.

“No mesmo governo, seu Gilberto Carvalho, também ministro da presidenta Dilma, estão aninhados quilombolas, índios, gays, lésbicas, tudo que não presta, e eles têm a direção e o comando do governo”, afirmou no vídeo. Na ocasião, o deputado estava no RS para o encontro promovido pela Câmara dos Deputados para discutir a demarcação de terras indígenas.

Integrante histórico do PT, Paulo Paim foi deputado federal por quatro mandatos. Em 2002, elegeu-se senador, sendo reeleito há oito anos. Com pautas ligadas aos Direitos Humanos e contrárias à reforma da Previdência, Paim foi autor de projetos que deram origem aos estatutos do Idoso, da Igualdade Racila e da Pessoa com Deficiência, tendo presidido a Comissão Parlamentar de Inquérito da Previdência.

Neste ano o eleitor escolheu dois candidatos ao Senado porque o mandato é de oito anos, mas as eleições ocorrem de quatro em quatro anos. Assim, a cada eleição, a Casa renova, alternadamente, um terço e dois terços de suas 81 cadeiras. Neste ano, 54 vagas estavam em disputa no país.

“O diálogo tem que ser de um projeto de nação. Tem que olhar o projeto que nós defendemos e quais os outros setores defendem. Em cima disso, estabelecer o debate”, comentou rapidamente Paulo Paim após entrevista coletiva ao lado do candidato derrotado do PT ao governo do Estado, Miguel Rossetto.

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