Guerra de informação, redes sociais e campanha curta: as marcas do processo eleitoral 2018

Em reunião-almoço na CIC, jornalista Daniel Scola analisa cenário político e papel da imprensa

Palestrante da reunião-almoço promovida pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira (10), o jornalista caxiense Daniel Scola falou sobre o momento político brasileiro e o papel da imprensa no jogo eleitoral 2018. Gerente-executivo de Jornalismo da Rádio Gaúcha, ele acredita que este processo eleitoral, que atingiu um nível de tensão muito preocupante com o atentado a Jair Bolsonaro, será marcado, principalmente, pela guerra de informação, pelo peso das redes sociais no desempenho dos candidatos, pela incerteza do cenário, pelo fim da polarização entre o PT e o PSDB e pelo curto período destinado à campanha. ​

Depois de elencar pontos fortes e fracos dos candidatos à Presidência, e suas chances junto ao eleitor, Daniel Scola afirmou que o primeiro semestre de 2019 será determinante para o próximo governo. “Será uma lua de mel curta, de apenas seis meses”, aludiu o jornalista ao se referir ao anseio popular por reformas e recuperação da economia. ​

Além disso, destacou que o fundo partidário, que financia parte das campanhas eleitorais, será responsável por um Congresso sem renovação substancial. “De uma forma geral, vai ser uma das menores renovações da história do Congresso Nacional”, reforçou o executivo do Grupo RBS. Ele enfatizou ainda a necessidade de reorganização do País e das reformas da Previdência, administrativa e política. ​

Em relação ao Rio Grande do Sul, Scola sustentou que o tamanho do estado está na pauta desta eleição. Os candidatos, em sua opinião, são qualificados e concorrem em um cenário desafiante. No entanto, todos terão de lidar com questões fundamentais para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, que são a crise nas finanças públicas, a falta de investimentos em infraestrutura e a queda da qualidade na educação.

Sobre o papel da imprensa nessas eleições, o jornalista disse que os veículos de comunicação têm como desafios abrir espaço para ideias numa campanha curta, combater as notícias falsas, propiciar o debate e não o conflito e cobrar compromissos dos políticos, entre outros.

Foto: Antônio Valiente 

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