Sobre o universo condominial – Renata Bettin Waechter, gestora da Banca de Síndicos

Ao escolher viver em um condomínio, seja de casas ou apartamentos, ou ainda trabalhar em um condomínio comercial, nem sempre é possível antecipar como serão as relações com os futuros vizinhos.

Condomínio é um universo em que tudo depende. A convivência condominial é completa e complexa. É um fenômeno de desprendimento do conceito de propriedade. O conceito próprio de direito condominial é o de que não há propriedade exclusiva.

Se amores, valores e humores não se discutem, como lidar com essas diferenças vivendo em condomínio, onde o privado está limitado pelo que é comum? Onde tudo é lido, interpretado e julgado, e ao adquirir uma unidade privativa, estamos adquirindo um vínculo com dezenas de vizinhos?

O homem é um ser social, que cada vez mais vive em condomínios. Neste espaço, amplia seu relacionamento familiar para o convívio com uma coletividade de vizinhos, seja nas áreas de lazer, seja nas áreas comuns.

Clubes de lazer, cada vez mais procurados na escolha do condomínio, pressupõem uma convivência harmônica com os demais condôminos, para que realmente as áreas destinadas ao lazer, descanso e bem-estar se prestem ao seu destino final.

Quanto mais serviços e maior área comum o condomínio oferece, maior a responsabilidade do condomínio e do síndico em sua administração, gerando a necessidade deste ser devidamente assessorado.

A administração de um condomínio equivale à administração de uma pequena empresa. Embora muitas questões sejam delegadas às imobiliárias administradoras, o síndico também deve atuar de forma ativa e ter conhecimento e cuidados para que a administração seja realizada observando todos os requisitos legais.

Para isso, não basta boa vontade. O síndico morador, que já conta com inúmeros compromissos profissionais e pessoais, muitas vezes abdicando de seu escasso tempo de lazer e descanso em família para atender às demandas do condomínio, precisa contar com habilidades para o bom desenvolvimento da atividade.

Saber ouvir as reclamações dos condôminos, ser político, imparcial, bom comunicador e excelente líder, além de possuir conhecimentos específicos de direito civil e trabalhista, contabilidade e administração, são essenciais para desenvolver esta atividade.

É neste contexto que a figura do síndico profissional vem ganhando destaque no mercado. O foco deve ser o atendimento personalizado ao condomínio por uma atuação imparcial na solução de conflitos, profissionalismo e excelência na busca pelos melhores resultados. 

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