Coletivo Viva.Cidade é lançado em Caxias do Sul

Da esquerda pra direita: Rafael Knebel (Psicólogo Social), Mario Prati, Leonardo Brawl e Fernanda Fedrizzi (esses três últimos são Arquitetos e Urbanistas);
Crédito: Carolina Jardine.

Projeto nasce com intenção de promover intervenções urbanas com participação ativa da sociedade.

Transformar a cidade em um organismo vivo, pensante, democrático e coletivo. Com essa premissa, o coletivo Viva.Cidade toma forma em Caxias do Sul (RS). O lançamento oficial da iniciativa acontece na terça-feira (17/4), em evento na Biblioteca Parque, no Largo da Estação Férrea, a partir das 19h. O Viva.Cidade nasce da necessidade de criar e pensar projetos que mesclem Arquitetura e Urbanismo, Sociologia, Psicologia, entre outras áreas, de maneira transdisciplinar. O evento, que integra o Projeto Saergs Na Estrada, promovido pelo Sindicato dos Arquitetos no Estado do Rio Grande do Sul (Saergs) com patrocínio do CAU/RS e apoio do IAB de Caxias, do Sala de Arquitetos e da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), também terá agenda em Pelotas e Porto Alegre neste primeiro semestre.

Essas novas iniciativas são fundamentais para o desenvolvimento de consciência urbana, afirma a presidente do Saergs, Maria Teresa Peres de Souza. “São pessoas e ações reais. Assim, os impactos também são reais”, destaca a dirigente, referindo-se às mudanças que já são percebidas nas cidades. “Temos mais discussões e mais gente engajada nas questões sobre mobilidade urbana, segurança, acústica, consequência de ideias como o Viva.Cidade”, diz.

A necessidade de promover ações de peso social foi o que levou à organização do coletivo em Caxias do Sul, uma ideia que surgiu de forma embrionária ainda em 2012 com o movimento Limpa Caxias, idealizado por Tiago Fiamenghi. Naquela época, a proposta estava focava em debates sobre poluição visual e intervenções no patrimônio histórico. Com o tempo, mais pessoas foram aderindo ao projeto, principalmente no meio virtual. Dali, surgiu a vontade de expandir o conceito da iniciativa. “Cidade boa é cidade que tem as ruas boas para se viver”, acredita Fiamenghi, co-fundador do Viva.Cidade. Para ele, é essencial ouvir ideias e colocá-las em prática ativamente, com a colaboração de todos. “Não acredito em outra forma de construir senso de pertencimento sem a participação das pessoas”, conclui.

A arquiteta e urbanista Jessica de Carli, diretora do Saergs e uma das fundadoras do projeto, destaca que mesclar as vivências daqueles que moram na cidade é fundamental para fazê-la funcionar. “Queremos que as pessoas realmente vivam a rua e a cidade, ocupem seus espaços”, afirma. Durante o evento, serão lançados desafios de impacto urbano e, conforme a adesão do público, se formará a primeira ação do Viva.Cidade.

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Posted by Sabe Caxias on Thursday, April 12, 2018

 

Case TransLAB.URB 

Para inspirar os projetos que serão realizados em Caxias do Sul pelo Viva.Cidade, a programação do Saergs Na Estrada, na cidade, apresentará um case do TransLAB.URB, coletivo que realiza intervenções em Porto Alegre. O grupo ministrará a palestra “Criação de Rede Distribuída e Empoderamento do Espaço Público” e fará uma ação de Urbanismo Tático no local, com a chamada Arquitetura Efêmera Inflável. “São intervenções de baixo custo, curto prazo e grande impacto”, explica o arquiteto e urbanista Leonardo Brawl, integrante do TransLAB.URB. Segundo Brawl, o coletivo tem o propósito de gerar participação ativa da sociedade nos espaços públicos e privados de forma horizontal e integrada. “Queremos inserir a complexidade do urbanismo na realidade das pessoas”, afirma.

O coletivo já realizou diversas intervenções de ocupação de espaços públicos em Porto Alegre, como o “Vagas-Vivas”, que consistiu em transformação de vagas de automóveis em espaços de convivência social, e o “WikiPraça Poa”, que discutiu aspectos do Viaduto Tiradentes (conhecido como Viaduto “da Silva Só”) e a relação da sociedade com o local. Essas ideias buscam integrar os quatro setores da sociedade: a academia, a administração pública, a sociedade civil e a iniciativa privada. Conforme destaca Brawl, os projetos são parte da chamada Pedagogia Urbana. “É ensinar a população sobre o que é a cidade, e cuidar para entender como cada grupo social se comunica”, pontua o arquiteto e urbanista.

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Posted by Sabe Caxias on Saturday, May 13, 2017

 

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