Empreendedorismo feminino: paixão e conhecimento

O Sebrae RS apresenta algumas histórias de mulheres que se viram diante da necessidade ou da opção de abrir um pequeno negócio e fazê-lo crescer

O Rio Grande do Sul tem tradição em empreendedorismo e isso até já se tornou característica de perfil social. Não por acaso, a primeira versão da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), conduzida pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), com o apoio do Sebrae RS, o resultado divulgado em 2017 já confirmava que 1,9 milhão de pessoas no Estado são donas de um negócio, sendo 44% mulheres e 56% homens. Na passagem do Dia Internacional da Mulher, o Sebrae RS destaca algumas histórias interessantes que ensinam, sobretudo, que a atividade empreendedora é mais do que uma carreira profissional, é uma paixão e uma entrega pelo prazer de fazer aquilo de que se gosta.

 

Foi exatamente assim que a jovem Daiane Kloss, da cidade de Nova Roma do Sul, na Serra Gaúcha, acredita que entrou para a ala do empreendedorismo feminino. Hoje, com apenas 25 anos, ela dirige a Vinícola D’Kloss, uma pequena empresa com grandes negócios a trilhar. “Estamos conseguindo manter uma produção de 300 mil litros de vinho e quase 100 mil litros de suco de uva ao ano graças à dedicação e ao empenho em manter a vinícola como um projeto de vida”, reconhece. Enóloga de formação, ela conta que, muitas vezes, divide seu tempo entre a gestão da empresa e a produção, incluindo atividades como engarrafar o vinho, por exemplo.

 

“O aprendizado administrativo é constante, sempre é preciso se manter informada e buscar nas consultorias junto ao Sebrae RS os conteúdos disponíveis, desde informações sobre custos, processos de estoque, compras, vendas e marketing”, recomenda. Apaixonada pelo que faz, Daiane confessa que sempre viveu a atmosfera da vinícola aceitando que se trata de seu habitat natural. Chegou a ser Rainha de Nova Roma do Sul em um concurso bianual que elege a corte do município, uma tradição muito ligada às raízes italianas e à festa chamada La prima Vendemmia (A primeira colheita), quando iniciam, então, os processos em todas as vinícolas da região.

 

A moveleira de Santa Rosa

 

Distante da Serra, mas igualmente ligada ao fator familiar, Suzane Treter Ferrazza, com 46 anos, relembra que os caminhos do empreendedorismo se abriram para ela de modo não tão natural, mas apaixonante com o tempo. “Quando tinha apenas 23 anos, já estava com um ótimo emprego, porém longe, em Campinas, São Paulo. Abri mão dele por causa da família, retornei e assumi junto aos meus pais a gestão de uma pequena estofaria que, hoje, pode-se indicar como referência em Santa Rosa, na região Noroeste do Rio Grande do Sul”, destaca ela.

O que, no início, se resumia a atividades de cobranças, serviços de banco, atendimento, costura, venda e compra de mercadorias, aos poucos, tornou-se parte fundamental para os negócios crescerem. “Comecei a entender que ali iria construir minha carreira profissional. Ingressei na faculdade de Administração e comecei um processo de modernização da gestão, busquei conhecimento, consultorias, informatização do sistema financeiro, no layout do varejo, infraestrutura e revitalização da marca”, relata.

 

A estofaria cresceu sem deixar de ser pequena empresa. Hoje se divide entre comércio de materiais para revestimentos e insumos para estofadores, os serviços customizados de estofaria, tecidos, almofadas, cortinas, fornecimento de peças em lonas para máquinas agrícolas e montagem de toldos e lona e policarbonato. “Recentemente, iniciamos também o serviço de móveis planejados com a marca Italínea, da Serra. Assim, também temos a montadora de móveis e a prestação de serviço que se encaminha para a decoração”, empolga-se, informando que logo vai inaugurar a nova loja no Centro de Santa Rosa com uma estrutura bem mais ampla e completa.

 

Além de tudo isso, Suzane acredita que o trabalho é uma forma de realização, somando ainda as atividades pessoais, como cursos e capacitações, de dona de casa, mãe e amiga. “Gosto de perceber que consigo ajudar os outros também. Fazemos questão de incentivar as pessoas que trabalham conosco e pensar soluções de vida, como a criação de uma área de recursos humanos na empresa. Teremos atividades que falam de saúde, de bem-estar, etc.”, orgulha-se.

 

O desafio de conciliar trabalho e vida pessoal

 

E, assim, também se revela uma consideração importante a respeito do empreendedorismo feminino. Para Laura Bizzotto, de Caxias do Sul, não é necessário ser sempre perfeita ou a melhor em tudo para ser uma boa empresária. Ela e o marido dirigem a Maranello Pneus. “Somos uma loja de serviços completos na área de pneus e rodas. Inauguramos a loja nova em janeiro de 2018 graças ao planejamento financeiro bem executado e temos tido elogios significativos sobre qualidade, limpeza e agilidade”, diz.

 

Contudo, Laura entende que o negócio, às vezes, toma mais tempo do que deveria de sua vida. “Temos que nos dedicar, é verdade. Mas, não podemos nos enterrar só no negócio. Estou muito feliz que já formei minha filha e continuo aprendendo junto ao Sebrae RS as questões do marketing e divulgação da nossa marca. Agora, penso em como vou criar espaços para fazer coisas pessoais”, recomenda.

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