Secretaria da Saúde implementa Projeto de Regionalização

Ideia é organizar a Atenção Básica em regiões de saúde para qualificar prestação de serviços à população

 

Uma das prioridades do plano de governo do prefeito Daniel Guerra é o fortalecimento da Atenção Básica em Saúde. Com esse objetivo, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) começa a implantar o Projeto de Regionalização. O plano prevê que a rede básica seja organizada em regiões, com abrangência mais ampla (50 a 70 mil habitantes), focado nas demandas locais da comunidade.

 

O primeiro passo é a divisão dos territórios, tendo como um dos critérios o Plano Diretor do Município. Depois, é necessário fazer o diagnóstico de cada região com o levantamento dos dados demográficos e epidemiológicos, dos recursos sociais e educacionais, das necessidades em saúde, dos riscos e vulnerabilidades, entre outras informações. Com o perfil dos diferentes territórios estabelecido, será possível elaborar planos de trabalho locais, com intervenções e metas adequadas à realidade de cada área da cidade.

 

“Em uma determinada região a população pode ser, em sua maioria, idosa; em outra pode ser que tenhamos maioria de crianças e jovens, que demandam ações diferentes”, exemplifica a secretária municipal da Saúde, Deysi Piovesan. Ela diz ainda que, com as características de cada território bem estabelecidas, também será possível que ocorra a descentralização de algumas ações. “Podemos incorporar às diferentes regiões, hipoteticamente, a assistência farmacêutica, a atenção psicossocial e até algumas especialidades médicas, se o diagnóstico apontar essas necessidades”, afirma.

 

O Projeto de Regionalização vai iniciar com um plano piloto na área abrangida pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) Esplanada, Salgado Filho, Alvorada e São Caetano. Neste início dos trabalhos, a equipe da SMS está fazendo o diagnóstico da região para entender o perfil e as principais demandas dos usuários.

 

Segundo a diretora de Ações em Saúde, Margarete De David, o principal benefício deste modelo de trabalho é que a população terá o acesso facilitado e qualificado à assistência médica pelo SUS. “Os recursos de saúde estarão mais próximos de onde residem os diversos usuários e mais adequados ao perfil social e epidemiológico de cada região. Isso nos permitirá intervir mais precocemente, prevenindo e reduzindo danos”, ressalta.

publicidade:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *