RANDON VOLTA A APRESENTAR INDICADORES POSITIVOS NO SEMESTRE

Crédito foto: Magrão Scalco

Crédito foto: Magrão Scalco

Dados serão apresentados nesta quinta-feira (10/08) aos analistas e profissionais de investimento do mercado de capitais durante reunião na Apimec, em São Paulo

 

PRINCIPAIS NÚMEROS (R$ MIL)

2T2017

2T2016

Δ%

1S2017

1S2016

Δ%

Receita Bruta Total (*)

1.034.240

984.152

5,1%

1.875.729

2.004.665

-6,4%

Mercado Interno

901.083

834.472

8,0%

1.644.219

1.732.960

-5,1%

Mercado Externo

133.157

149.680

-11,0%

231.510

271.705

-14,8%

Mercado Externo em US$

41.548

42.042

-1,2%

72.468

74.228

-2,4%

Receita Líquida Consolidada

730.107

696.752

4,8%

1.309.843

1.431.366

-8,5%

Lucro Bruto Consolidado

181.949

162.366

12,1%

300.377

293.383

2,4%

Margem Bruta (%)

24,9%

23,3%

1,6 p.p.

22,9%

20,5%

2,4 p.p.

Resultado Líquido Consolidado

18.987

6.867

176,5%

20.567

-2.689

864,9%

Margem Líquida (%)

2,6%

1,0%

1,6 p.p.

1,6%

-0,2%

1,8 p.p.

EBITDA Consolidado

86.882

75.300

15,4%

135.108

121.781

10,9%

Margem EBITDA (%)

11,9%

10,8%

1,1 p.p.

10,3%

8,5%

1,8 p.p.

(*) Sem eliminação das vendas entre empresas.

R$ Milhões

 

 

A Randon S.A. encerrou o primeiro semestre de 2017 com indicadores mais positivos mesmo em um cenário de baixo crescimento. De um lado, houve aumento da produção de caminhões, especialmente suportada pela exportação crescente, o que beneficiou o segmento de autopeças. E de outro, embora o mercado de implementos ainda enfrente quedas tanto em produção quanto em vendas, a Randon ganhou participação de mercado graças à estratégia iniciada em 2016, com o lançamento de novos produtos como a basculante, e ao reforço em sua estrutura de vendas.

 

“É preciso deixar a crise para trás reinventando-se na condução dos negócios”, afirma o diretor-presidente das Empresas Randon, David Randon. Sua convicção é de que o aprendizado deste longo período de baixa atividade serviu para fortalecer ainda mais a empresa, que fez o dever de casa através de várias iniciativas, a começar por uma gestão rigorosa de custos e atualização de sua linha de produtos, o que garantiu melhor desempenho nas vendas.

 

Entre os indicadores positivos estão a receita bruta total, com impostos e antes da consolidação, que somou R$ 1,0 bilhão no 2T2017, o que é 5,1% superior à receita apurada no mesmo período de 2016 (R$ 984,2 milhões). De janeiro a junho deste ano, entretanto, a receita bruta de R$ 1,9 bilhão foi 6,4% menor. A receita líquida consolidada, por sua vez, atingiu R$ 730,1 milhões, 4,8% acima do mesmo trimestre de 2016, mas 8,5% menor comparando-se o primeiro semestre de 2016 (R$ 1,4 bilhão) a igual período de 2017 (R$ 1,3 bilhão).

 

 

 

lucro bruto de R$ 181,9 milhões no segundo trimestre de 2017 representou 24,9% da receita líquida consolidada, sendo 12,1% superior ao total obtido no segundo trimestre de 2016. E também foi positivo no semestre: no comparativo com o primeiro semestre de 2016, o lucro bruto teve acréscimo de 2,4%, e a margem bruta passou de 20,5% no 1S2016 para 22,9% no 1S2017. No 2T2017, foi obtido lucro líquido de R$ 19,0 milhões contra R$ 6,9 milhões no mesmo trimestre de 2016. No acumulado de 2017, o lucro líquido consolidado somou R$ 20,6 milhões, contra prejuízo de R$ 2,7 milhões, no mesmo período de 2016.

 

EBITDA do 2T2017 foi 15,4% superior ao valor obtido no mesmo trimestre de 2016, atingindo R$ 86,9 milhões.  (11,9% sobre a receita líquida consolidada) ante os R$ 75,3 milhões do mesmo trimestre de 2016. No semestre, o EBITDA consolidado cresceu 10,9% chegando a R$ 135,1 milhões.

 

As vendas consolidadas para o mercado externo, no 2T2017, somaram US$ 41,5 milhões ou redução de 1,2%, em relação ao 2T2016. Na análise das exportações por divisões de negócio, houve aumento de 6,0% na divisão montadoras no 2T2017, no comparativo com o mesmo período do ano anterior, decorrente do aumento das vendas de veículos especiais para o mercado externo.

.Os esforços para ampliação das exportações também podem ser observados na divisão autopeças. No 1S2017, as empresas Master, Castertech e a filial da controladora, Suspensys, apresentaram crescimento de 19,6%, 217,3% e 25,6% respectivamente, no comparativo com o 1S2016.

 

 

SEGMENTOS - Mesmo com um cenário de baixos volumes no mercado nacional, a Randon S.A registrou aumento nas vendas de implementos e veículos. No 2T2017 foram vendidos 3.063 semirreboques, 13,6% a mais na comparação ao mesmo período do ano anterior, mas as vendas ainda são negativas em 9,7% na comparação semestre/semestre, 5.486 unidades em 2017 contra 4.999 unidades em 2016 (-9,7%). Esse desempenho, mesmo com um mercado interno menor, garantiu um market share de 39,5% no 2T2017 contra 28,2% no 2T2016.

 

Apesar da importância do modal ferroviário para a logística do País, os volumes de vagões no mercado brasileiro em 2017 devem ser inferiores aos de 2016, principalmente devido à demora na conclusão dos processos de renovação das concessões ferroviárias atuais. Os volumes da Randon mostram esta realidade. No 2T2017 foram vendidos 269 vagões contra 429 unidades no 2T2016 (- 37,3%). No acumulado do 1S2017 as vendas somaram 438 unidades contra 1.155 vagões no 1S2016 (-62,1%).

O crescimento da produção de caminhões beneficiou a divisão de Autopeças da Randon que apresentou crescimento de 5,7% na Receita Líquida em relação ao 2T2016. As vendas para montadoras voltaram a representar quase metade das receitas da divisão autopeças, revertendo o cenário dos últimos trimestres em que haviam perdido representatividade. Além disso, as montadoras apontam um viés positivo na produção de caminhões até o final de 2017, o que deve ser benéfico para o setor de autopeças brasileiro como um todo.

 

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